Crítica: Minha mãe é uma peça

blog abreMais uma vez, nosso blox abre as portas – ou as telas, no caso – para o amigo Diego Garcia, que se ofereceu para fazer a crítica do filme Minha Mãe é uma Peça, produção nacional que estreou no último final de semana. Esta é a segunda crítica que Diego faz para o blox Raio X. Ele já havia nos brindado com sua crítica do filme Somos Tão Jovens (Leia a crítica aqui) e agora analisa outra produção nacional. Com a palavra, Diego Garcia!

Filme teve origem no sucesso teatral

Filme teve origem no sucesso teatral

Quando se pensa que a comédia no cinema nacional está em frangalhos, eis que chega uma surpresa: Minha Mãe É Uma Peça – O Filme. Criação do humorista Paulo Gustavo (que interpreta Hermínia, a mãe que dá título ao filme), a obra é uma adaptação da peça teatral que já está há mais de seis anos em cartaz e assistida por cerca de 1,2 milhão de pessoas. Além disso, existe a versão televisiva em formato de esquetes no programa 220 Volts, exibido pelo canal pago Multishow.

Hoje é meu dia de ficar com as crianças!

Hoje é meu dia de ficar com as crianças!

Hermínia é uma mulher de meia idade, dona de casa, mãe de três filhos e separada de Carlos Alberto (Herson Capri), que a trocou por uma mulher mais nova: a arrogante Soraia (Ingrid Guimarães). Dos filhos de Hermínia, Garib (Bruno Bebianno) é o mais velho e o filho perfeito: casado, educado e atencioso. Já Marcelina (Mariana Xavier) e Juliano (Rodrigo Pandolfo), são as eternas “crianças” de quem a mãe não desgruda, mas que eles, já bem crescidinhos, fazem de tudo para sair das suas garras.

Desgruda, mulher!

Desgruda, mulher!

Inquieta, totalmente possessiva e autoritária com os dois filhos, Hermínia vê seu mundo desabar quando ouve, por acidente, uma conversa dos filhos dizendo o quanto ela era chata e insuportável. Triste, decide “dar um gelo” nos dois. Sem avisar, busca refúgio na casa da Tia Zélia (Suely Franco), com quem desabafa e relembra momentos importantes de sua vida.

"Preciso desabafar! Senta que lá vem história..."

“Preciso desabafar! Senta que lá vem história…”

O filme traz diversas situações do cotidiano e em muitas cenas ocorre a identificação com o público, pois, segundo o próprio autor e protagonista, Hermínia traz um pouco de cada tipo de mãe: a autoritária, pegajosa, amorosa e protetora. A veia cômica da personagem está no seu jeito desbocado e sem papas na língua, que não perde uma oportunidade de se manifestar. Diferente da personagem do teatro e da televisão, onde ela não interage com outros personagens, existe uma química muito boa entre Paulo e os outros atores.

Vá já comprar o ingresso pra assistir o filme!

Vá já comprar o ingresso pra assistir o filme!

Embora tenha lido muitas críticas que classificam o filme fraco, onde só a protagonista brilha e é engraçada, discordo dessas opiniões, pois temos que levar em consideração que, na versão original, esses personagens não existem, logo, concluo que no filme, eles não poderiam passar de uma escada para Hermínia subir e resplandecer, como ocorre de fato. Há, porém, bons momentos de embate entre as personagens de Suely Franco, Ingrid Guimarães e Alexandra Richter, que faz Iesa, a irmã de Hermínia, junto com Paulo Gustavo. A qualidade de interpretação dele é tão boa, que mesmo roubando o brilho de todos os personagens, não deixa a trama cansativa ou perdida.

Casos de Família

Casos de Família

Além da comédia, o filme aborda diversos casos de família como o divórcio, a homossexualidade e a velhice, de uma maneira leve e sem preconceitos. Hermínia, quando confrontada com essas e outras situações, muitas vezes delicadas, age com amor e simplicidade, o que sugere ao público uma reflexão. As cenas em que os filhos ficam perdidos sem a mãe em casa e a própria mãe perdida sem os filhos, também nos faz refletir sobre a nossa família. Será que estamos nos entendendo? Será que as relações não poderiam ser melhores se, acima de todo o conflito de gerações, os bons sentimentos imperassem?

Daqui da janela eu vejo tudo!

Daqui da janela eu vejo tudo!

Minha Mãe é Uma Peça é até agora o melhor filme nacional de comédia do ano e está batendo novamente os recordes de bilheteria. Se depender do autor, o filme passa os 14 milhões de Tropa de Elite. Se levarmos em conta que no primeiro dia de exibição foram mais de 400 mil ingressos vendidos, essa marca não será difícil de alcançar. Se você ainda tiver alguma dúvida quanto ao filme, assista o trailer abaixo. Caso continue na incerteza, busque alguns vídeos do seriado na internet. Se você for ao cinema, conte para nós o que achou. É só fazer o comentário aqui embaixo (se você entrou pela home do blog, no cabeçalho desta postagem clique em Deixe seu comentário).

Cotação: blog cotação mmup

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16 comentários

  1. Acabei de assistir,ao ver o trailer morria de rir,ve-lô por inteiro foi melhor ainda,uma boa mensagem de amor porque dona Hermínia é o retrato da mãe brasileira,em todos os sentidos,em várais passagens lembrei de minha mãe,divertido,engraçado e reflexivo,bom demais! Torço para que se surgir uma continuação,porque o filme deixa uma aresta no seu final,que seja tão interessante quanto o primeiro!

  2. Assisti ontem no segundo horário do cinema na minha cidade e confesso: o filme é
    SHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOWWWW!!!!
    Tô aguardando ansioso pela sequência… tenho pressentimentos (não só pela bilheteria, mas pela história, pelos personagens) que tão logo anunciarão…
    P-E-R-F-E-I-T-O
    Assistam agora!

  3. Amei o filme. Há muito tempo não ia ao cinema para assistir um filme nacional (quase todos tem muita baixaria). Esse é hilário e até os palavrões soam de forma agradável. A personagem principal me fez lembrar muitas mães da minha família (tipicamente carioca). Quem ainda não foi vá, vale a pema.

  4. Eu ADOREI o filme, um humor leve, sem a palhaçada escraxada que ocorre normalmente nos filmes brasileiros onde só é “comedia” se tiver 2000 palavrões! Paulo Gustavo é leve, sabe se demonstrar o que quer sem se tornar forçado, A personagem com certeza nos faz pensar em uma tia, amiga, vizinha ou na propria mãe, o que torna tudo mais engraçado, assisti com a minha irmã, e em varios momentos rimos e lembramos da nossa mãe, e quando saimos do cinema falamos que teriamos que leva-la para assistir… Os atores e produções estao de parabens, um dos melhores filmes brasileiro da atualidade sem duvidas!!!

  5. Eu tinha colocado Se Eu Fosse Você 2 como melhor filme do cinema nacional, mas agora mudei de ideia! Minha Mãe É Uma Peça é o melhor filme da história do cinema brasileiro! E Paulo Gustavo, sem comentários, merece ser conhecido pelo seu talento no Mundo inteiro e não só no Brasil! Graças a Deus que a sequência já foi anunciada!

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