Crítica: Universidade Monstros

11_MU_B1_GlobalAllCharacter_Brazil.inddFalar das animações da Pixar é chover no molhado. Em se tratando de Universidade Monstros (Monsters University, 2013), que estreia hoje nos cinemas brasileiros, há um motivo a mais, visto que o curta-metragem que antecede o longa conta a história de dois guarda-chuvas. Mas falaremos dele depois. O longa em questão, o 14º. da empresa, volta ao universo dos simpáticos monstros Mike Wazowski e James Sullivan para mostrar como a dupla se conheceu e iniciou sua tumultuada amizade.

É na infância que se planta sementes para o futuro.

É na infância que se planta sementes para o futuro.

Antes de ser uma sequência, Universidade Monstros é um prequel, ou seja, se passa antes do filme Monstros S.A. (2001), no qual Mike e Sullivan são funcionários de uma empresa de sustos. Aqui, a trama começa com Mike ainda criança, fazendo uma excursão escolar para a empresa na qual ele trabalharia no futuro. Por ser o menor da turma, Mike é excluído por seus colegas de classe, mas ainda assim consegue chamar a atenção de um dos profissionais da empresa ao invadir o quarto de uma criança sem que ele perceba. É nesse momento que Mike descobre sua vocação e decide se especializar em sustos, ingressando, na Universidade Monstros.

Querida, cheguei!

Querida, cheguei!

Já como calouro da faculdade de sustos, o jovem Mike conhece seu colega de quarto, Randy Boggs, uma espécie de camaleão que tem o dom de ficar invisível (ou quase) e o auto-confiante Sulley, o típico aluno despreocupado que confia mais na herança familiar de seus antepassados, todos grandes “assustadores”, do que nos conhecimentos acadêmicos. Não demora e Sulley ingressa na fraternidade Rouge Ômega Rouge (RΩR), formada pelos mais populares monstros da Universidade.

A apavorante diretora bota medo até nos alunos

A apavorante diretora bota medo até nos alunos

Mike, por sua vez, prefere confiar na sua intelectualidade o que, inevitavelmente vai colocá-lo em confronto com Sulley, principalmente depois que este invade seu apartamento e o coloca em problemas com a inflexível diretora Hardscrabble, campeã na arte de sustos, cujo troféu (um cilindro com a energia gerada por um grito infantil) se encontra no saguão da UM e se torna o pivô de toda confusão. Essa rivalidade entre Mike e Sulley – que nada tem de diferente das contendas entre alunos de qualquer escola – é o ponto de partida para muitas trapalhadas.

Grupo não tão OK quanto deveria.

Grupo não tão OK quanto deveria.

Para provar que tem potencial para frequentar a faculdade de sustos, Mike deve se submeter aos Jogos Gregos de Susto, competição olímpica anual realizada na Universidade, e forma sua equipe com os fracassados da Fraternidade Oozma Kappa (Oκ): Don Carlton, o monstro das vendas; o simpático Esguicho, um monstrinho com cinco olhos e que mora com a mãe; a dupla Terri e Terry, um monstro de duas cabeças, onde cada uma pensa de uma forma e o estranho Art, monstro peludo e flexível. Completa a equipe o imprevisível Sulley, que acaba expulso da RΩR e deseja reconquistar seu prestígio perdido. Para vencer as provas, o sexteto deve superar as diferenças e aprender a trabalhar em equipe, descobrindo o melhor que cada um pode oferecer.

Hora da aula

Hora da aula

Para os adultos, a animação traz uma importante mensagem de superação e respeito às diferenças. Para as crianças, é pura diversão, no estilo Pixar-Disney. Longe de ser melhor que Monstros S.A., Universidade Monstros mantém o nível das produções da Pixar, com uma qualidade técnica infinitamente superior. Pra se ter uma ideia, foram criados 500 monstros diferentes para o filme, o que significa uma média de 25 personagens por tomada – um recorde, visto que, nas produções anteriores, o máximo era de 10 personagens por tomada.

Participação com tentáculos e asas de serpente

Participação com tentáculos e asas de serpente

O filme tem ótimas piadas que ficam melhores na versão dublada – uma frase em que Mike diz a um de seus companheiros “Ai, assim você mata o papai” perderia todo o efeito na versão legendada. Quem, no entanto, preferir o som original, poderá conferir os talentos de Billy Crystal como Mike, John Goodman como Sulley, Hellen Mirren como a diretora Hardscrabble e Alfred Molina como o Professor Knight. Aliás, falando em voz, cabe um esclarecimento: o marketing em torno da participação de Michel Teló na equipe de dublagem é exatamente isso: marketing. A participação do cantor se resume a uma única fala, o que não estraga, nem tampouco melhora o contexto da trama. E quem irá reclamar?

Chove, chuva...

Chove, chuva…

Mantendo a tradição, a animação é precedida pelo curta-metragem O Guarda-Chuva Azul que conta a história de um guarda-chuva que, numa tarde chuvosa de uma movimentada metrópole, se vê frente a frente com uma sombrinha vermelha e se apaixona. O curta peca pela falta de criatividade, pois repete a fórmula de Paperman (vencedor do Oscar de melhor curta animado em 2013), só que com guarda-chuvas, mas nem por isso deixa de ser fofo, ainda mais se levarmos em consideração que ele não se parece uma animação, mas sim um filme. Qualidade técnica impecável e mais um ponto para a Pixar. Ah, sim: não saia da sala antes do fim dos créditos. Há uma cena divertidíssima para fechar o filme com chave de ouro.

Cotação: blog cotação um

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