Crítica: Além da Escuridão – Star Trek

blog abreTodo reinício de franquia é cercado de expectativas e incertezas. Quando se fala em Star Trek (os mais antigos vão chamar de Jornada nas Estrelas), quase uma religião, a coisa fica bem mais complicada, pela dificuldade de agradar os fãs fiéis da saga que teve 10 filmes para o cinema, além de cinco séries de TV, além de atrair uma nova geração de fãs. O diretor J. J. Abrams assumiu o desafio e se deu muito bem no primeiro filme (Star Trek, 2009), apesar de algumas reclamações dos fãs mais radicais. Em Além da Escuridão – Star Trek (Star Trek Into Darkness, 2013), ele continua a contar a história, mas desta vez com uma credibilidade e, consequentemente, uma responsabilidade maior.

As coisas vão esquentar pra valer nesse planeta inóspito.

As coisas vão esquentar pra valer nesse planeta inóspito.

Na trama, Capitão Kirk (Chris Pine) e a equipe da Enterprise exploram um planeta primitivo e, com a vida de Spock (Zachary Quinto) em perigo, é obrigado a quebrar a principal norma da Frota Estelar, que é a de não revelar sua presença nos locais explorados. Isso faz com que seja rebaixado e separado de sua tripulação. Em paralelo, um atentado terrorista à sede da Frota coloca todos em alerta para caçar o criminoso, que atende pelo nome de John Harrison (Benedict Cumberbatch).

"Kirk, não sou o Roberto Justus, mas você está demitido!"

“Kirk, não sou o Roberto Justus, mas você está demitido!”

Não é preciso muito trabalho: o próprio vilão provoca um atentado contra as lideranças da Frota, no qual um importante personagem é assassinado, antes que Kirk consiga derrubar o inimigo. Com seu cargo de volta, Kirk é encarregado de capturar Harrison – que se teletransportou para a região dos Klingons – sem entrar em atrito com os alienígenas e, com isso, provocar uma guerra.

Que segredo esconde este torpedo capaz de parar um homem poderoso como John Harrison?

Que segredo esconde este torpedo capaz de parar um homem poderoso como John Harrison?

Porém, a equipe é descoberta e acaba entrando numa inevitável batalha contra os Klingons, que só termina com a ajuda de Harrison. Ao saber que a nave de Kirk está equipada com 72 torpedos, o vilão se rende e revela suas verdadeiras intenções. A partir daí, tudo se mostra uma armadilha orquestrada inteligentemente e qualquer revelação estragaria as surpresas.

Carol é uma das caras novas que aparecem no novo filme

Carol é uma das caras novas que aparecem no novo filme

O elenco está afinadíssimo e a inclusão de novos personagens relacionados à série clássica mostra que Abrams pretende, sim, alcançar novos públicos e renovar a franquia, mas também respeita os fãs antigos. Entre eles, podemos citar a presença de Peter Weller como Almirante Marcus e Alice Eve como Carol. Esta última apareceu em Star Trek II – A Ira de Khan (1982), o segundo filme da franquia cinematográfica, num paralelismo proposital e interessante.

Spock vai mostrar que sua relação com Kirk vai além da pura lógica.

Spock vai mostrar que sua relação com Kirk vai além da pura lógica.

As cenas de ação são empolgantes e tem humor na dose certa, de forma que os 132 minutos do filme passam sem que o espectador perceba. A relação entre Kirk e Spock está bem mais avançada que no primeiro longa, com um alto grau de amizade e respeito mútuo. Aliás, a relação de Kirk com toda sua tripulação está bem mais fluente, mostrando a evolução entre uma trama e outra. Excelente trabalho da direção competente de Abrams.

Eu sou mau, muito mau.

Eu sou mau, muito mau.

Cumberbatch convence como Harrison e esconde um grande mistério que os fãs vão adorar descobrir. Não se trata de um personagem “jogado” na história para ser o homem mau da vez, mas alguém que tem uma relação íntima com a Federação e a Frota Estelar e cujas atitudes são justificáveis, embora de um modo distorcido. Sim, há alguns defeitos, como algumas cenas forçadas de lutas em veículos em movimento, mas tudo faz parte da fantasia e não estraga, de modo algum, a diversão.

A Entreprise não sairá ilesa desta trama.

A Entreprise não sairá ilesa desta trama.

Para um filme que tem como título “Além da Escuridão”, podemos afirmar que a saga Star Trek ganhou uma nova luz e uma vida longa e próspera pelos próximos anos estelares. Sem dúvidas, esta continuação é superior ao primeiro filme e deixa um gancho para o próximo que é, como diria Spock, “totalmente lógico”. Só resta rezar para que a “maldição dos números pares” tenha ficado na franquia antiga e a próxima aventura da Frota Estelar seja tão boa quanto as suas antecessoras.

Cotação: blog cotaçãoST

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