Crítica: Os Croods

blog abreOs Croods (The Croods, 2013), nova animação da DreamWorks, estreia no Brasil no dia 22 de Março e volta ao tempo das cavernas para contar as aventuras de uma família pré-histórica que precisa lutar pela sobrevivência numa região selvagem. Grug, o chefe da família (voz de Nicolas Cage), vive numa caverna com sua família: a esposa Ugga (Catherine Keener), os filhos Eep (Emma Stone), Tunk (Clark Duke) e Sandy (Randy Thom) e a sogra Gran (Cloris Leachman). Superprotetor, Grug considera perigoso tudo que é novo, por não saber como lidar com as novidades.

Família que permanece unida - mesmo que seja obrigada a isso.

Família que permanece unida – mesmo que seja obrigada a isso.

Assim, ele acostumou sua família a viver trancada dentro da caverna, saindo apenas para se alimentar. Entediada com a vida rotineira que leva, Eep, como toda adolescente, começa a contestar as atitudes do pai e a buscar coisas novas. Ela recebe uma ajudazinha da própria natureza, quando um terremoto responsável pelas mudanças geográficas do planeta destrói a caverna dos Croods e abre passagem para um novo e inexplorado mundo.

Guy tem uma novidade para os Croods: o fogo

Guy tem uma novidade para os Croods: o fogo

Para completar, Eep conhece o jovem Guy (Ryan Reynolds), um habilidoso rapaz que se propõe a acompanhá-los em sua procura por um novo lar e os ajuda contra as diversas ameaças que existem no mundo pré-cataclísmico. A partir daí, começam as diversas piadas com o truculento Grug querendo manter o controle de sua família e manter a vida segura que levava antes. O filme é divertido e tem ótimas piadas, mas erra ao seguir a filosofia de Grug, ou seja, não trazer nada de novo à trama.

Grug e sua sogra vivem às turras. Qualquer semelhança...

Grug e sua sogra vivem às turras. Qualquer semelhança…

As situações são as mesmas já vistas nos quatro filmes da franquia A Era do Gelo e até a Família Dinossauro serve de inspiração para algumas cenas, principalmente na clássico e manjado antagonismo entre marido e sogra. Grug torce para a velha Gran tenha um infarto, enquanto que a sogra não para de azucrinar o genro. É engraçado, mas mais do mesmo. Até mesmo a batalha para conseguir comida lembra um antigo desenho da Pantera Cor-de-Rosa, com menos gags.

Guy desperta o ciúme do pai superprotetor ao demonstrar interesse por Eep

Guy desperta o ciúme do pai superprotetor ao demonstrar interesse por Eep

Ao mesmo tempo, cada personagem com sua característica definida também copia fórmulas antigas: Eep é impetuosa, Tunk é burro, Sandy não fala, só grunhe e parece mais um animal selvagem do que um bebê, Ugga é a única sensata da família (como toda mãe nos seriados americanos – vide Os Simpsons, Os Flintstones e a própria Família Dinossauro) e o superprotetor Grug morre de ciúmes quando Guy começa a influenciar sua família e desperta o interesse de Eep. Típico paizão que não quer ver que sua menininha cresceu.

Douglas: o primeiro cachorro da história. Ou quase isso.

Douglas: o primeiro cachorro da história. Ou quase isso.

Os animais têm um papel de destaque na história. São mais humanos e inteligentes que os próprios Croods. É o caso de Braço, a preguiça de Guy, que além de servir como companhia para o rapaz, ainda segura sua calça para ela não cair, cumprindo a função do primeiro cinto da história. O “cãozinho” Douglas, encontrado por Tunk numa caverna, é adotado pelo garoto e se mostra bem mais esperto do que ele. Há também as ameaças como o tigre dentes-de-sabre e um outro felino faminto que ameaça os Croods no começo da história e fica para trás quando o terremoto abre a passagem para o novo mundo.

Ta Dáááááá... Braço é uma preguiça que rouba a cena

Ta Dáááááá… Braço é uma preguiça que rouba a cena

Os Croods é uma história sobre evolução e amadurecimento. Historicamente falando, ela mostra que o homem evoluiu a partir do momento em que aprendeu a usar seu cérebro e passou a ter ideias. Nossos ancestrais devem ter sofrido um bocado, mas hoje podemos rir com estas situações e aprender que é preciso arriscar para evoluir. A DreamWorks também arriscou com essa aventura despretensiosa que tem mais pontos positivos do que negativos, mas ainda está longe de ser um Madagascar ou um Kung Fu Panda. Tudo bem, errar faz parte do aprendizado. Grug sabe disso.

Cotação: blog cotação croods

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