Top 10 – O melhor do cinema 2012

blog abreDando continuidade à nossa seleção dos melhores do ano, vamos  relembrar os melhores filmes que aportaram pelo cinema em 2012. Claro que esta é uma lista muito pessoal e também focada no tema central de nosso blox, portanto várias produções ficaram de fora. O ano que passou foi muito rico em produções cinematográficas. Em 2011 teve quem disse que foi o “ano dos super-heróis”, porque tivemos quatro deles nas telonas. Porém, 2012 não ficou para trás e tivemos sete produções baseadas em quadrinhos, das quais cinco foram super-heróis. A qualidade desses filmes foi muito superior à de 2011, com bilheterias que ultrapassaram US$ 1 bilhão. Também tivemos muitas continuações e algumas surpresas. Vamos relembrar? (P.S.: Como dito no início, esta é uma lista pessoal. Se você discorda de qualquer item, pode deixar sua opinião nos nossos comentários. Ela é sempre bem vinda!)

Mantendo a jovialidade, mesmo com mais de 80 anos!

Mantendo a jovialidade, mesmo com mais de 80 anos!

10 – As Aventuras de Tintim – Muita gente até pode ter torcido o nariz para o estilo da animação 3D de Steven Spielberg e Peter Jackson. Mas a história é bastante fiel aos dois álbuns do personagem que serviram de base para o roteiro. Tintim é um dos primeiros personagens de histórias em quadrinhos, criado pelo cartunista Hergé em 1929, numa época em que os heróis resolviam mistérios sem superpoderes (Superman foi criado só uma década depois). O filme traz todo o clima de aventura da época, com boas cenas de ação, humor na medida certa e uma dose de mistério. Quem não gostou, não entendeu que cinema é feito para se divertir.

Mexe com quem tá quieto, mexe!

Mexe com quem tá quieto, mexe!

09 – Prometheus – O prequel da quadrilogia Aliens marca a volta do diretor Ridley Scott ao cinema de ficção científica, depois de três décadas afastado do gênero que o consagrou. Scott retornou em grande estilo: com uma história tensa, que se passa num futuro possível da humanidade e que busca explicar a origem de um dos monstros mais famosos do cinema. Misturando temas como mitologia, extraterrestres, religião, ciência e ficção científica, o resultado é uma história de suspense que deixa mais perguntas no ar do que traz respostas. Porque certas dúvidas da humanidade, é melhor que continuem como estão.

Sempre divertido

Sempre divertido

08 – A Era do Gelo 4 – Alguns filmes são tão bacanas que uma continuação é sempre bem vinda. Outros são bacanas, mas fazem tantas continuações que se tornam cansativos. Ambos os casos podem servir para definir a série A Era do Gelo. É uma série que, ao saber que será feita uma nova sequência, a gente pensa “Outra?!?”, mas quando a gente sai do cinema, pensa “Que venha mais uma!”. A série consegue manter o ritmo divertido sem descambar para o ridículo e se renovar a cada novo capítulo. Com a quarta aventura, Sid, Manny e Diego enfrentam a separação dos continentes e precisam se deslocar para outras terras ao mesmo tempo em que enfrentam um grupo de piratas. Problemas familiares, como a adolescência e a velhice são tratados com muito bom humor. Imperdível.

Mistura de Rapunzel com e Robin Hood

Mistura de Rapunzel com Robin Hood

07 – Valente – A nova animação da Pixar acerta mais uma vez ao trazer a história da princesa que foge do padrão Disney de ser: rebelde, hábil com o arco e flecha, entediada com as coisas do reino. A primeira metade do filme é um tanto cansativa e tão enfadonha quanto pentear os longos cabelos ruivos desgrenhados da princesa Merida. Mas depois que engata, a gente até esquece os momentos iniciais. Não é uma das melhores produções da Pixar, mas mantém o padrão de qualidade da produtora que, até hoje, nunca fez nenhum filme que possa ser considerado decepcionante. E ainda tem a vantagem de ser antecedido pelo curta La Luna, esse sim, acima da média.

O nome é Bond, James Bond. Há 50 anos!

O nome é Bond, James Bond. Há 50 anos!

06 – 007 – Operação Skyfall – No ano em que completa 50 anos de produções cinematográficas, James Bond chega com uma aventura espetacular, bem ao estilo que consagrou o agente. O ator Daniel Craig, que inicialmente sofreu com a crítica por ser loiro e não ser o tipo físico ideal para interpretar o papel, mostra que é a pessoa certa a encarnar o espião inglês e imprime nele todas as características do personagem. Com apenas três filmes, Craig já é reconhecido como um dos melhores James Bond do cinema e, neste novo filme, traz de volta o ritmo de aventura que ficou um pouco de lado nas produções anteriores.

Espelho, espelho meu... existe um filme mais bacana do que o meu?

Espelho, espelho meu… existe um filme mais bacana do que o meu?

05 – Branca de Neve e o Caçador – Uma aventura sombria, uma princesa heroica, uma rainha que rouba a cena, um caçador que ganha destaque. Tudo contrário ao conto de fadas que conhecemos, mas bem mais parecido com o original dos Irmãos Grimm. Mais do que uma história de princesa frágil que espera o príncipe encantado salvá-la no corcel prateado, esta Branca de Neve corre atrás de seus sonhos. Uma visão diferenciada tão boa a ponto de merecer uma continuação, já a caminho.

Eu vou, eu vou... conquistar o Oscar eu vou...

Eu vou, eu vou… conquistar o Oscar eu vou…

04 – O Hobbit – De um livro infantil e até “bobinho”, segundo alguns comentários ouvidos pelos fãs do escritor J. R. R. Tolkien, o diretor Peter Jackson criou uma aventura épica, repleta de ação e efeitos especiais para servir de prelúdio à fenomenal saga O Senhor dos Anéis, também dirigida por ele. Enquanto uma história era voltada para adultos, a atual é voltada para crianças mas, nas mãos de Jackson, tudo virou uma coisa só: uma produção que marcará época da mesma forma que a trilogia anterior. Ao menos o primeiro capítulo já demonstrou isso. Dificilmente, o diretor deixará a peteca cair nos próximos. Então, resta esperar mais dois filmes inesquecíveis.

Grandes poderes e nenhuma responsabilidade.

Grandes poderes e nenhuma responsabilidade.

03 – Poder sem Limites – Um filme que tinha tudo para dar errado: é gravado em primeira pessoa (recurso semelhante ao utilizado em A Bruxa de Blair, com o ponto de vista do câmera), algo que já foi repetido à exaustão no cinema, que conta a história de adolescentes que adquirem super poderes ao tomar contato com um artefato que não se sabe bem o que é, jogando o realismo das cenas em primeira pessoa no lixo. No entanto, o roteiro bem escrito e bem dirigido consegue superar esses problemas e criar uma história interessante e que bem pode ser verídica, por mais fantasiosa que a questão dos superpoderes possa parecer. Cinema é isso: criar a ilusão da realidade numa história de ficção. Conseguir isso com orçamento baixo e poucos recursos é um talento para poucos.

"Eu sou a noite. Eu sou a vingança. Eu sou o filme perfeito de super-heróis"

“Eu sou a noite. Eu sou a vingança. Eu sou o filme perfeito de super-heróis”

02 – Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge – Em segundo lugar na lista porque alguém tinha que ser o segundo, esse filme provou que um personagem de quadrinhos pode se tratado com seriedade e, ainda assim, gerar uma boa história e garantir bons momentos no cinema. Infelizmente, no mundo há sempre um maníaco que denigre aquilo que foi criado para ser diversão e leva a extremos na vida real. Mas nem o escândalo conseguiu encobrir um fato importante: a trilogia do Batman foi encerrada com mérito e gerou os três melhores filmes da carreira do Homem-Morcego. Também gerou uma tendência de fazer filmes sombrios e realistas de super-heróis que só o tempo dirá se é uma boa ideia.

Somos amigos, amigos do peito, amigos de uma veeeeeeeeeeez...

Somos amigos, amigos do peito, amigos de uma veeeeeeeeeeez…

01 – Vingadores – Na escolha entre Batman ou Vingadores, o fator decisivo foi mesmo o gosto pessoal. Ambos mereciam o topo da lista, mas a superequipe da Marvel está liderando porque, diferentemente da história densa de Christopher Nolan, é pura história em quadrinhos. Um roteiro leve, divertido, que dosa bem os momentos de humor, ação e suspense e – o que é muito difícil, em se tratando de uma produção com um grande número de personagens – dá a cada herói o seu momento de brilhar sem destacar um mais do que o outro. Ponto para Joss Whedon, que quebrou todos os recordes de bilheteria e fez cada espectador sair do cinema com um sorriso no rosto, sentindo-se como um garoto de 10 anos.

Nem só de boas produções vive o cinema. Também tivemos vários fiascos e, de todos eles, nenhum foi pior do que o citado abaixo, digno do nosso Troféu Cinemico.

Vade retro, coisa ruim!

Vade retro, coisa ruim!

Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança – A ideia inicial era boa: dar uma nova chance a um personagem legal que foi mal aproveitado no filme anterior e explorar mais seu lado macabro com uma história cheia de ação. De bom, só teve a ideia, pois essa produção foi toda errada: roteiro ruim, personagem descaracterizado, atores sem carisma, interpretações fuleiras, excesso de explosões. O resultado é um filme que consegue ser pior que o anterior e enterrou de vez uma franquia que podia dar certo. Só pode ser coisa do demo.

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