Top 10 – Melhores HQs de 2012

blog abreTão tradicional quanto o show do Roberto Carlos ou a execução da música natalina da Simone, as retrospectivas de final de ano são pauta certa nos sites noticiosos. E quem somos nós para fugirmos da tendência? Afinal, é sempre divertido rever tudo o que aconteceu no ano que termina, reavaliar o que foi positivo e consertar (ao menos tentar) o que deixou a desejar. Nos quadrinhos tivemos um ano cheio de bons lançamentos, marcado, especialmente pelo retorno de vários personagens clássicos que há muito tempo não eram vistos por aqui. Este Top 10 destaca algumas importantes publicações que li ao longo do ano – limitada exclusivamente a títulos que foram comprados por este que vos escreve.

É uma lista restrita, concordo, mas infelizmente, por questões financeiras, não foi possível acompanhar todos os lançamentos, principalmente de quadrinhos alternativos, que vem produzindo muita coisa boa – inclusive sendo premiados internacionalmente. No entanto, sendo um espaço democrático, estamos abertos para receber a opinião dos leitores do nosso blox. Deixe sua opinião nos comentários e divida conosco suas preferências. Deixando de papo furado, vamos ao que interessa: os 10 mais de 2012.

A volta de personagens inesquecíveis

A volta de personagens inesquecíveis

10 – Quadrinhos Pixel – A Editora Pixel vem marcando presença no mercado de HQs resgatando personagens clássicos do esquecimento. Em 2011,  a editora trouxe de volta Luluzinha e Bolinha e este ano foi a vez de quatro novos títulos: Recruta Zero (março), Popeye, Gasparzinho e Riquinho (agosto). No caso do marinheiro comedor de espinafre, ele teve uma prévia no número 2 da revista do Recruta Zero (maio) e, como teve boa aceitação, ganhou um título próprio. O esquema de tirinhas (ao invés de histórias longas) nos títulos do Zero e do Popeye também proporcionou o retorno de vários outros personagens que marcaram época, como Hagar, o Horrível, Pinduca, Brotoeja, Bolota e Brasinha, entre outros.

Tema único valorizou os almanaques Disney

Tema único valorizou os almanaques Disney

09 – Almanaques Disney – A Disney teve uma boa produção de HQs em 2012, tanto nos almanaques tradicionais – que, em algumas edições, adotaram o esquema temático – como nas edições especiais. O Almanaque dos Super-Heróis 3 (março), por exemplo, trouxe a saga Os Doze Trabalhos do Morcego Vermelho que saiu originalmente em sete capítulos e foi republicada na íntegra; o Almanaque do Pato Donald 8 (junho) teve uma seleção de histórias do Donald contra seu irritante vizinho Silva; o Almanaque do Peninha 4 (setembro) apresentou um especial só com histórias com participação do Biquinho, o empesteado sobrinho do Peninha, incluindo sua primeira aparição, quando ainda era preto-e-branco. Já as edições especiais tiveram acabamento mais caprichado, com mais páginas, detalhes metalizados na capa e uma seleção de histórias de um tema só: A História de Patópolis, Disney Futebol, Disney OlímpicoVelho OesteHorrorAgente SecretoZé Carioca 70 Anos.

Quadrinhos show de bola

Quadrinhos show de bola

08 – Coleção Histórica Pelezinho – No embalo de tantos personagens clássicos voltando a dar as caras, a turma de Mauricio de Sousa resgatou um dos personagens mais pedidos pelos leitores: Pelezinho. Sem dúvida, o autor quer aproveitar o momento em que os olhos do mundo se voltam para o Brasil na expectativa da Copa do Mundo de 2014 para reintroduzir o personagem que fez muito sucesso nos anos 70. Foram vários títulos que tem o pequeno futebolista no título, mas o destaque vai mesmo para a Coleção Histórica que, a exemplo do que acontece com a Turma da Mônica, re-edita, na ordem, todas as edições da revista Pelezinho lançada no final dos anos 70.

O essencial da Disney - ao menos no título

O essencial da Disney – ao menos no título

07 – Essencial Disney – A Disney entra novamente na lista com a coleção de 20 volumes que destacaram o motivo dos personagens Disney serem tão queridos. Com temas como Tio Patinhas e a Moeda Número 1, Donald e seus empregos que não Duram, Os Problemas Domésticos do Pateta, O Detetive Mickey e outros, cada volume trazia uma característica marcante dos personagens em histórias de excelente qualidade, a maioria delas inédita no Brasil. Este é o ponto negativo da publicação: o título “essencial” dá ideia de algo sem o qual é impossível ficar sem, o que exige um prévio conhecimento. Histórias inéditas não entram nessa definição, por melhores que elas sejam. Apesar do erro conceitual, todos os títulos trouxeram excelentes HQs e merecem figurar na nossa lista.

Edição de luxo

Edição de luxo para comemorar os 50 anos do herói

06 – Biblioteca Histórica Homem-Aranha 4 – Depois de três anos, a Panini resolveu ressuscitar a Biblioteca Histórica e lançar o quarto volume, tanto para comemorar o cinquentenário do herói aracnídeo, como pra aproveitar a onda em torno do filme no cinema. A edição compila os números 31 a 40 do título americano do herói, cujo destaque é a primeira aparição de Gwen Stacy, o grande amor da vida de Peter Parker (que também ganhou destaque no filme O Espetacular Homem-Aranha). O único problema da coleção é seu preço proibitivo (R$ 65,00, justificados pelo acabamento de primeira linha), o que limita a publicação a um público de maior poder aquisitivo. Fora isso, é uma ótima oportunidade de conhecer (ou relembrar) os primórdios do amado herói.

Quadrinhos de qualidade compensam o fiasco no cinema

Quadrinhos de qualidade compensam o fiasco no cinema

05 – Motoqueiro Fantasma Especial – Estrada para a Danação – Aproveitando o lançamento do filme do Motoqueiro Fantasma no cinemas, a Panini lançou o encadernado que compila um arco completo de histórias do personagem macabro. Se o filme deixou a desejar, a HQ não seguiu o mesmo caminho. Traz um roteiro inteligente escrito por Garth Ennis, uma arte espetacular de Clayton Crain que ficou muito mais valorizada no papel LWC (a saga já tinha sido publicada na revista Marvel Max no papel Pisa Brite e a impressão ficou escura) e um preço amigável.

Chacoalhando o mercado de quadrinhos

Chacoalhando o mercado de quadrinhos

04 – Turma da Mônica Jovem – Quando Mauricio de Sousa anunciou que ia “envelhecer” a Turma da Mônica, foi duramente criticado pela turma do “não li e não gostei” de destruir a infância de muita gente e acabar com as características dos personagens. Ao longo dos quatro anos do título, os “críticos” foram obrigados a engolir cada palavra: eles podem até não gostar da turma jovem, mas não podem negar que se tornaram um novo fenômeno editorial. E este ano conseguiram chamar atenção em dois momentos: no início do ano, ao realizar um crossover com os personagens de Osamu Tesuka (Astroboy, Princesa SafiriKimba, o Leão Branco) numa aventura em duas partes e em setembro, quando chacoalhou o mercado ao anunciar o casamento da Mônica com Cebola. E não foram apenas “estratégias marketeiras”, como tem sido feito nas publicações de super-heróis: as HQs foram muito bem escritas e não zombaram da inteligência do leitor. Não é à toa que Mauricio de Sousa é campeão de vendas.

Crianças nem tão crianças assim.

Crianças nem tão crianças assim.

03 – Vingadores Especial – A Cruzada das Crianças – Embora traga os Vingadores no título, a edição é protagonizada pelos Jovens Vingadores, versão juvenil da equipe. O mérito da Panini é trazer aos leitores brasileiros a saga completa em apenas duas edições, com sete meses de espera, enquanto que os americanos tiveram que aguardar dois anos pela conclusão da história (ela foi publicada em nove edições entre setembro/2010 e maio/2012). A saga traz de volta a Feiticeira Escarlate (desaparecida desde que anulou os poderes dos mutantes durante a minissérie Dinastia M (2006), ajusta cronologicamente a equipe de jovens nos últimos acontecimentos do Universo Marvel e polemizou ao trazer o primeiro beijo gay entre os personagens Wiccano e Hulkling no último capítulo da saga. O autor Allan Heinberg prova que é um dos melhores roteiristas da atualidade.

Coleção caprichada

Coleção caprichada

02 – Coleção Histórica Marvel – No embalo do filme dos Vingadores, a Panini presenteou os leitores com uma verdadeira obra prima: uma coleção em quatro volumes, cada um enfocando os principais heróis da equipe (Capitão América, Thor, Homem de Ferro e o grupo todo na última edição) e histórias clássicas, que serviram de base para as aventuras cinematográficas dos heróis. A origem do Cubo Cósmico, as batalhas de Thor contra Loki, o Homem de Ferro contra o Chicote Negro, a primeira aparição do Gavião Arqueiro, o surgimento do Visão e o casamento do Jaqueta Amarela com Vespa são algumas dessas histórias. O papel off-set e a capa cartonada com efeito envelhecido são um charme especial à coleção. Excelente para novos leitores tomarem conhecimento dessas aventuras memoráveis e para leitores antigos recordarem grandes momentos que marcaram a carreira dos heróis. Só não é perfeita porque faltou um exemplar do Hulk.

Sucesso galáctico

Sucesso estratosférico

01 – Graphic MSP – Com Astronauta: Magnetar, a MSP inicia um novo selo de HQS voltadas para o público adulto. E começou em grande estilo: com desenhos e roteiro de Danilo Beyruth, criador do personagem Necronauta e que já havia trabalhado na coletânea MSP + 50, que homenageia os 50 anos de carreira de Mauricio de Sousa. A aventura, embasada cientificamente, traz uma trama psicológica do Astronauta e explora a faceta solitária do personagem ao extremo. A primeira impressão esgotou nas livrarias especializadas e uma segunda edição foi encomendada. Este fato, por si só, já explica o motivo de Magnetar estar liderando nosso ranking.  Impossível ficar indiferente após a leitura do álbum.

Medo? Não. Desgosto.

Medo? Não. Desgosto.

HQ MICO – Claro que numa lista de melhores, não poderia faltar o fiasco do ano que, em 2012, ficou para a minissérie A Essência do Medo. As grandes sagas que englobam todo o universo de heróis, se espalhando pelos títulos de linha além da série original já não empolgam tanto os leitores como antigamente. É uma estratégia de vendas das editoras que perderam seu impacto inicial e acabaram banalizadas pelo excesso. Ainda assim, algumas sagas conseguem ter um bom roteiro e acrescentar alguma coisa. Não é o caso de A Essência do Medo, que só conseguiu descaracterizar os grande ícones da editora: alguém consegue conceber Thor xingando Odin de “caolho desgraçado”? O Capitão América dando ordens ao deus supremo? O Homem de Ferro, mestre da tecnologia, forjando armas místicas com anões asgardianos? O Hulk e o Coisa possuídos pelo “espírito do martelo”, passando para o lado do mal e destruindo a Torre Stark? O Homem-Aranha fugindo da briga para procurar sua tia? Além do roteiro furado, um vilão sem um pingo de carisma e uma trama arrastada que, de fato, deu medo em saber que uma história assim pôde sequer ser imaginada pela antes chamada Casa das Ideias. Pior que ela, só mesmo a comemoração mixa dos 50 anos do Homem-Aranha. O aracnídeo merecia mais do que uma coleção de cards e uma edição especial de preço excessivo.

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