#Teleton15anos – Os Heróis da Inclusão

Pelo 15º. ano consecutivo, o SBT, em união com a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) e mais uma série de empresas parceiras, realizam o Teleton, a maratona da solidariedade. A campanha mobiliza empresários, artistas e a população em geral para a arrecadação de um montante em dinheiro a fim de construir novas unidades da AACD. A meta deste ano é 25 milhões de reais. Na coluna à esquerda, você pode clicar no banner para fazer a sua doação de R$ 5, R$ 15, R$ 20 ou mais.

“Se você nos der R$ 5, sua vida não vai melhorar nem vai piorar, mas você vai dormir mais tranquilo”

Mais do que solidariedade, temos a responsabilidade de ajudar nossos irmãos a terem uma vida digna como eles merecem e têm direito. Se nós somos perfeitos fisicamente falando, é nosso dever garantir que aqueles que nasceram com alguma imperfeição tenham condições de se desenvolver com saúde. Não é obrigação do Governo apenas. É função de cada um de nós.

As histórias em quadrinhos, frequentemente apresentam personagens com várias características que os identificam como seres humanos reais, sujeitos aos mesmos tipos de problemas que seus leitores. Essa estratégia visa gerar fazer os leitores se “enxergarem” dentro das histórias e, com isso, se identificarem com os heróis. São famílias, adolescentes, empresários, soldados, crianças, políticos e, claro, deficientes físicos. Com suas aventuras, esses personagens ensinam a importante lição de que, pesar das limitações físicas, são capazes de atos heroicos.

Dr. Meia-Noite: primeiro super-herói deficiente visual

O primeiro herói deficiente que se tem notícia surgiu em 1941, na revista All-American Comics 25, quando foi apresentado o Dr. Meia-Noite. O Dr. Charles McNider era um cirurgião que foi contratado para remover uma bala de uma pessoa chamada a testemunhar contra mafiosos. Os bandidos atiraram uma granada na sala onde se encontrava o médico, matando a testemunha e cegando McNider. Porém, embora seja incapaz de enxergar durante o dia, o cirurgião desenvolve uma visão noturna, à semelhança das corujas e passa a utilizar essa habilidade contra o crime, tornando-se membro da Sociedade da Justiça da América.

O alter-ego do poderoso Thor tinha um defeito físico na perna

Décadas depois, Stan Lee criou o Universo Marvel e uma das características de suas HQs era a proximidade desses personagens com o mundo real, diferente dos personagens DC, que eram mais “míticos”. Um dos primeiros personagens desse universo, o Poderoso Thor tinha uma deficiência física. Não exatamente o Deus do Trovão, mas seu alter-ego, o também médico Donald Blake. Para dar uma lição a seu orgulhoso e prepotente filho, o Todo-Poderoso Odin enviou Thor à Terra sem memória, com uma deficiência na perna, que o obriga a se apoiar numa bengala. Num momento de perigo, Don Blake bateu a bengala numa parede e se transformou em Thor, enquanto que a bengala virou o poderoso martelo Mjolnir. Só então foi revelado que a deficiência foi uma forma de Thor aprender a importante virtude da humildade.

Xavier: perdeu o movimento das pernas graças a um acidente.

Apesar de sua limitação, Blake podia andar. Criado no ano seguinte, o Professor X, líder dos dos X-Men, foi apresentado numa cadeira de rodas desde sua estreia, na revista X-Men 1. O maior telepata da terra é mutante e, por isso, nasceu com tais poderes, mas nem sempre foi paraplégico. Xavier sofreu um acidente, quando enfrentava o alienígena chamado Lúcifer e teve as pernas esmagadas. Ao longo dos anos, o professor já teve seu corpo clonado e voltou a andar, mas logo retornou à sua cadeira.

Homem de Ferro e Batman: vítimas de psicopatas, ficaram paraplégicos

Outros personagens que também foram paralíticos por um tempo são o Homem de Ferro e Batman. Kathy Dare, uma ex-namorada de Tony Stark, inconformada por ter sido rejeitada pelo playboy, se vingou dando um tiro em sua espinha. Essa história foi publicada na revista Iron Man 242/243 (1989), que saiu por aqui nas revistas O Incrível Hulk 115/116 (Ed. Abril). Já o Batman teve sua coluna fraturada pelo vilão Bane, na saga A Queda do Morcego, publicada em 1993. A Queda durou mais de um ano e teve quase 100 capítulos, divididos entre todos os títulos do Homem-Morcego publicados na época nos EUA. A cena marcante do vilão quebrando a coluna de Batman no joelho foi relembrada no recente filme do Homem-Morcego, O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Depois de um tempo, os dois recuperaram seus movimentos.

Flash Thompson: de pernas amputadas, virou o novo Venom

Recentemente, um outro personagem teve suas pernas amputadas e passou a usar cadeira de rodas: Flash Thompson, o velho amigo de Peter Parker dos tempos do colégio. Flash sempre foi um grande esportista e, na juventude, infernizava a vida do pobre Peter, mas com o tempo e a maturidade, se tornou um de seus melhores amigos. Flash serviu o Exército na Guerra do Vietnã e, há pouco tempo, foi também servir na Guerra contra o Iraque, onde recebe vários tiros em ambas as pernas. O rapaz age heroicamente para salvar um de seus companheiros e, sob o efeito de uma droga que anula a dor, acaba danificando permanentemente seus membros, que precisam ser amputados. Aceitando fazer parte de um experimento com o simbionte alienígena, Flash se tornou o novo Venom e “ganhou” de volta as pernas, mas apenas quando está unido ao simbionte.

Dr. Connors: amigo-inimigo do Homem-Aranha

A galeria de personagens do Homem-Aranha tem outro personagem deficiente, desta vez sem o braço: trata-se do Dr. Curt Connors, o cientista que se transforma no vilão conhecido como Lagarto e que é interpretado pelo ator Rhys Ifans no recente longa O Espetacular Homem-Aranha. Dr. Connors é um biólogo que tentou reproduzir a capacidade regenerativa dos répteis para recuperar seu braço perdido. O processo deu resultado, mas transformou o brilhante cientista no vilão Lagarto, um dos principais inimigos do Aranha. Gentil e brilhante, Connors muda de personalidade quando se transforma em Lagarto e deseja estender a dominação dos répteis sobre os humanos.

Eco: deficiente auditiva

A heroína Eco (Maya Lopez) é deficiente auditiva. Porém, para compensar a surdez, ela tem a habilidade de imitar qualquer movimento de outra pessoa, desde uma simples dança até golpes de luta. Maya enfrentou o Demolidor por achar que ele havia assassinado seu pai, mas descobriu que o verdadeiro assassino foi o Rei do Crime. Ela descobriu a identidade do herói e viveu um breve romance com ele. A primeira aparição de Eco foi na revista Daredevil 9 (1999) e ela já fez parte dos Novos Vingadores sob a identidade de Ronin.

O Demolidor é, talvez, o primeiro nome que vem à mente quando se fala em heróis deficientes.

E já que falamos nele, o Demolidor é, talvez, o mais conhecido herói deficiente. Matt Murdock perdeu sua visão quando ainda era criança, ao salvar um cego que atravessava uma rua de ser atropelado por um caminhão. O ato heroico teve um preço trágico: um material radioativo caiu do veículo sobre os olhos de Matt e o cegou. Em compensação, ampliou todos os outros sentidos do jovem e lhe concedeu um sentido de radar semelhante ao dos morcegos. Anos depois, o jovem se formou em Direito, se tornou um grande advogado e assumiu a identidade de Demolidor, usando seus peculiares poderes para combater o crime.

Ciborgue e Jericó: Titãs dom limitações físicas

Os Novos Titãs, grupo adolescente da DC Comics, já teve dois heróis deficientes em suas fileiras: o mais famoso é o Ciborgue, que hoje faz parte da Liga da Justiça, na reformulação promovida pela editora no ano passado. O herói é o atleta Victor Stone, que sofreu um acidente e teve parte do seu corpo substituída por próteses metálicas. Outro membro dos Titãs, mesmo que temporário, foi o jovem Jericó, que era mudo. Filho do vilão Exterminador, o jovem Joseph Willian Wilson teve sua garganta cortada por um inimigo do pai quando era criança e perdeu a fala. Como resultado de experimentos biológicos aos quais seu pai foi submetido antes de seu nascimento, Joseph nasceu com o poder de possuir o corpo de qualquer pessoa com a qual ele tenha contato visual.

Quem disse que super-heróis não existem?

Nos quadrinhos, os super-heróis mostram que também podem ser deficientes. Já na vida real, os deficientes mostram que são verdadeiros super-heróis, pois fazem de suas limitações os “poderes” que lhes impulsionam a superar seus limites e nos dar uma lição de determinação e coragem. E a AACD pode ser reconhecida como a Escola para Jovens Superdotados da vida real. Uma entidade séria e confiável, que merece todo nosso apoio e respeito.

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