Crítica: Resident Evil 5: Retribuição

Estreia hoje, em circuito nacional, o filme Resident Evil 5: Retribuição, nova aventura da franquia baseada no famoso game da empresa Capcom. A série de filmes teve início no ano 2002, com Resident Evil: O Hóspede Maldito e continuou nos anos seguintes com Resident Evil 2: Apocalipse (2004), Resident Evil 3: A Extinção (2007) e Resident Evil 4: Recomeço (2010), sempre com a atriz Milla Jovovich no papel de Alice, a agente de elite responsável por lutar contra a infestação zumbi num mundo futurista.

O vírus-T infestou a maior parte da população mundial.

Apesar de ser baseado no videogame, a franquia cinematográfica apenas utiliza elementos dos jogos, mas segue seu próprio caminho. Quem – assim como este que vos escreve – não viu as produções anteriores, não terá problemas para entender o enredo, já que o filme começa com um resumão contando os fatos essenciais da trama (um featurette com a história de Alice também foi divulgada pela produtora e está disponível no final deste post): uma corporação chamada Umbrella desenvolve um vírus que, por acidente, escapa e contamina toda a equipe, transformando-a em zumbis.

Morre, desgraça!

O avançadíssimo computador da Umbrella isola a base e contrata uma equipe militar de elite a fim de matar todos os zumbis e conter a infestação antes que ela se espalhe pelo mundo. Porém, alguma coisa dá errado e o computador adquire inteligência própria e passa a combater a força policial. O plano, agora, é espalhar o vírus o máximo possível.

Onde estou? Quem sou eu?

É nesse contexto que entra Alice, a única que teve uma resposta positiva à contaminação e, ao invés de se tornar zumbi, ganhou poderes especiais. A Umbrella consegue anular essa mutação e capturar Alice para reprogramá-la. É nesse ponto que o novo filme começa, com Alice tendo memórias implantadas (serão mesmo implantadas ou lembranças do seu próprio passado?) na sede da Umbrella e sendo interrogada pela sua melhor amiga Jill (Sienna Guillory) que é controlada pela inteligência artificial.

Equipados para o Resgate

Porém, os poucos membros da raça humana que ainda sobrevivem ao holocausto armam um plano para tirar Alice da base da Umbrella a fim de que ela continue a luta contra a infestação zumbi. Fugir, porém, não é tão fácil, uma vez que a base fica submersa, há vários metros de profundidade. Além disso, há um batalhão de soldados e monstros que a equipe tem que enfrentar, sendo constantemente monitorada pelo computador.

Sequência ao reverso é um bom recurso do diretor

O filme tem bons momentos de ação, alguns sustos (com zumbis surgindo repentinamente) e ritmo que, propositalmente, dão a sensação do espectador estar num jogo de videogame. A sequência de abertura, toda filmada em câmera lenta rodando de trás para frente, enquanto os créditos aparecem é um ótimo recurso do diretor para recapitular a história e situar o espectador.

Daí você mira naquele rapaz comendo pipoca e atira.

O efeito 3D também é bacana, diferente de algumas produções que usam o efeito mais para aumentar a arrecadação do que para dar uma sensação diferente ao espectador. Se você gosta de ver tudo voando na sua frente, a diversão é garantida. Caso contrário, pode ser um incômodo ver um jorro de sangue de um cérebro zumbi espirrando na câmera.

Quantas vidas você ainda tem? Eu tenho todas!

O roteiro deixa a desejar ao apresentar uma heroína indestrutível e incansável, o que seria compreensível se ela tivesse superpoderes, como mencionado no início. Porém, conforme foi explicado depois, ela perdeu esses poderes – não me perguntem como pois, como já foi dito, não vi as produções anteriores e escrevo este texto apenas baseado em resenhas pesquisadas em outros sites e nas impressões tiradas após a sessão – o que não justifica tanta onipotência. Há até uma cena – alerta de spoiler – em que seu coração para de bater, mas, mesmo assim, ela levanta e continua lutando. Talvez tenha alguma relação com as várias vidas que o jogador tem quando “morre” nos games…

Um passeio por Nova York, Tokyo e Moscou

A chamada do pôster – O mal se tornou global – faz referência às cidades de Moscou, Tóquio e Nova York, que Alice passa em sua fuga da sede da Umbrella. Bom deixar claro que essas cidades são virtuais, produzidas pelo computador inteligente – representado por uma menina que lembra Linda Blair em O Exorcista – com o objetivo de vender o vírus para as maiores potências mundiais a fim de prepará-las para uma guerra biológica. Bizarro, mas não distante da realidade, infelizmente.

Agora a coisa ficou séria!

O filme termina – ou melhor, não termina – com um gancho para a sequência que o diretor Paul W. S. Anderson – marido de Milla na vida real – promete ser o último capítulo da saga. Levando em consideração que os quatro filmes anteriores já contabilizam cerca de US$ 700 milhões ao redor do mundo, é improvável que a franquia termine tão cedo. Principalmente com o tema zumbis em moda. De qualquer forma, RE5 é uma diversão despretensiosa voltada para quem gosta de ver tiros, correria e carros explodindo. Ah, e zumbis comendo cérebros, claro!

Cotação: 

 

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3 comentários

  1. Filme extraordinário!Eu nunca tinha visto um filme em 3D ,mas a estreá de um para mim foi sensacional!Eu já tinha visto os resident evil anteriores e já havia gostado ,mas RESIDENT EVIL 5 A RETRIBUIÇÃO foi muito bom em 3D.Sem falar nos funcionários que são super responsáveis bons recepcionistas!Adorei o filme ,valhe a pena vê de novo!

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