E.T. comemora 30 anos

Há 30 anos, um simpático alien veio visitar nosso planeta e trouxe com ele uma mensagem que não se perdeu com o tempo: ultrapassou as gerações e, até os dias de hoje, permanece atual e urgentemente necessária. O filme E. T., o Extraterrestre completa hoje, dia 11 de junho, três décadas de sua estreia.

Criador e criatura

Na época, Steven Spielberg era um jovem diretor com apenas 36 anos de idade. Embora não fosse iniciante (já tinha dirigido vários curtas, séries e filmes para TV), Spielberg se consagrou alguns anos antes com três blockbusters: Tubarão (1975), Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977) e Caçadores da Arca Perdida (1981). Portanto, quando E.T. foi anunciado, o público já sabia que vinha coisa boa.

Eu acho que vi um extraterrestre…

E.T. levou multidões ao cinema por conta de sua história terna que mesclou o drama, a aventura e o humor na medida exata para contar o relacionamento de três crianças com um botânico que veio do outro lado do universo e se perdeu em nosso planeta. E foi preciso alguém de fora para nos ensinar o amor, a paz e a harmonia com a Natureza. Lição que, por sinal, ainda não aprendemos.

Olha os números de E.T. passando pela Lua!

O custo de produção de E.T. foi de apenas US$ 10.5 milhões, algo inimaginável para os padrões de hoje. Mesmo assim, Spielberg conseguiu fazer uma obra tão marcante que foi recebeu 11 indicações para o Oscar, incluindo a de Melhor Filme. Apesar da precária tecnologia da época, o filme conquistou quatro estatuetas, todas nas categorias técnicas: Efeitos Visuais, Efeitos Sonoros, Som e Trilha Sonora. Fora esse, que é o mais importante prêmio da indústria cinematográfica, E.T. conquistou dezenas de outros e lidera o ranking das produções que permaneceram no topo das bilheterias por mais tempo: 16 semanas.

Tá vendo aquela lua que brilha lá no céu?

Além disso, E.T. também é um dos filmes mais rentáveis da história: ao redor do mundo, captou US$ 792.910.554,00, um lucro de mais de 3675%. Parte desse sucesso, com certeza, se deve ao relacionamento dos atores e diretor nos sets de filmagem. Spielberg declarou, num documentário que pode ser encontrado nos extras do DVD, que foi interagindo com Elliott, Gertie e Michael (Henry Thomas, Drew Barrymore e Robert MacNaughton, respectivamente) que ele teve sua primeira experiência como pai – na época, Spielberg era solteiro – tão grande era o carinho entre eles.

Magia na ponta dos dedos

Mas afinal, qual o segredo do sucesso de E.T.? Por que o filme cativou o público naquela época e continua tão atual nos dias de hoje? Provavelmente porque a história é contada pelo ponto de vista das crianças. A pureza infantil, não importa a época, é sempre a mesma: capaz de desmontar até mesmo o coração mais endurecido. E Steven Spielberg soube explorar esse lado, tanto que todas as filmagens foram feitas com as câmeras no nível dos olhos de Elliott, a fim de mostrar o ponto de vista do garoto, como se fosse ele que contasse a história. Mais: à exceção da mãe de Elliott, nenhum rosto de adulto é mostrado durante a primeira metade da história. Mais ou menos o que Charles Schulz fez com a turma do Charlie Brown, onde os adultos não aparecem – e com o mesmo resultado, diga-se de passagem.

Fantasia que se torna real

Drew Barrymore, que interpretou Gertie, tinha apenas seis anos na época e, embora soubesse que E. T. era apenas um boneco, interagia com ele como se ele fosse um de seus brinquedos. E quem já foi criança sabe como esse tipo de relação é real. Na cena em que E. T. morre (ops! Será que entregamos um spoiler?) e recebe um choque do desfibrilador, Gertie dá um salto, assustada e começa a chorar. Segundo a atriz, não foi encenação: ela realmente se comoveu ao imaginar que o coração de E.T., que ela tinha visto aceso e pulsando, iria se apagar pra sempre. Outro detalhe que transmitia muita veracidade eram os olhos de E.T.: segundo os atores, eram cheios de “vida”, de modo que era impossível enxergar ali apenas um boneco e não alguém real.

Elenco reunido na comemoração dos 20 anos do filme. E já se foram mais dez!

Por tudo isso e muito mais, E. T. é presença certa na lista dos melhores filmes da História. Inesquecível, não por ter uma história mirabolante cujos efeitos especiais são mais valorizados do que o roteiro, mas sim pelo oposto: uma história que preza pela simplicidade, que torna a fantasia tão palpável quanto a realidade e cuja mensagem não perdeu a atualidade. Em Outubro, chega às lojas o blu-ray do filme, com imagem e som remasterizados em alta definição e dezenas de extras. É uma oportunidade perfeita para relembramos esse clássico e, quem sabe, finalmente aprender a lição daquele pequeno extraterrestre que, embora vindo de outro planeta, provou que a paz só depende de uma única atitude, resumida em uma de suas últimas frases antes de partir: “Seja bom”.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s