“Batman Live” traz Homem-Morcego aos palcos

Bandidos, tremei! O Batman chegou na cidade! E não estamos falando do Batman de Tatuapé, não! É o espetáculo Batman Live, um show teatral produzido pela Warner Bros. Consumer Products (WBCP), DC Entertainment e Nick Grace of Water Lane Productions Ltd. (WLP), que segue em turnê mundial e passará pelo Brasil nos dias 11 a 22 de abril, sempre de quarta a domingo.

Batman está patrulhando a cidade

O show acontece no Ginásio do Ibirapuera e mistura artes marciais, acrobacias, ilusões e música. A história foi feita especialmente para os palcos por Allan Heinberg, conhecido por roteiros das séries O Quinteto, Sex and the City, The O.C. entre outras, além da recente minissérie dos Jovens Vingadores publicada aqui neste blog.

Os vilões se unem para acabar com o Homem-Morcego

A produção traz para o palco a origem do Homem-Morcego e todos os elementos clássicos dos quadrinhos: a fictícia Gotham City, a mansão de Bruce Wayne, a Batcaverna e o Batmóvel, além dos conhecidos personagens que amamos odiar: Coringa, Charada, Mulher-Gato, Pinguim, Duas-Caras, Arlequina e Hera Venenosa.

Santa parceria! Robin também está no espetáculo.

Os ingressos já estão à venda pelo site Tickets For Fun e na bilheteria do Ginásio do Ibirapuera com preços que vão de R$ 80 a R$ 300. É a segunda vez que um show de super-heróis acontece ao vivo em São Paulo nos últimos anos.

Homem-Aranha: Ação e Aventura foi realizado em 2009

A primeira vez foi em 2009, porém com um personagem da Marvel: o espetáculo Homem-Aranha: Ação e Aventura trouxe o aracnídeo em uma aventura semelhante, com acrobacias no palco, música e projeções em telas que reproduziam os balanços do herói pela cidade em sua teia. A trilha sonora e o figurino tinha todo o clima do desenho animado dos anos 1960, um prato cheio para os papais saudosistas, que levaram seus filhos ao show.

Batman voa sobre Gotham

O espetáculo Batman Live aparenta ser mais moderno: pelo figurino já dá pra notar que os uniformes seguem mais o estilo “armadura” do que aquele em tecido, usado na série de TV. Independente disso, trata-se de uma oportunidade única para se divertir com toda a família, ainda mais vivendo num mundo tão carente de justiça e de heróis que lutem por ela. A realidade é dura, mas valores como honra, honestidade e justiça também são reais e não podem ficar relegados apenas ao mundo da fantasia.

Dupla dinâmica ao vivo em São Paulo

Mais informações sobre o show podem ser adquiridas visitando o site oficial do evento.

Arrow: primeira imagem

Parece que a série do Arqueiro Verde vai mesmo sair do papel. A CW, canal de televisão da Warner que exibia a consagrada série Smallville, tem anunciado há algum tempo o desejo de fazer uma série solo do Arqueiro Verde. A emissora divulgou ontem a primeira foto oficial com o personagem já em seu uniforme heroico, que à primeira vista, lembra o visual usado na série Os Caçadores, publicada nos anos 80.

O Arqueiro, interpretado por Hartley, em poster promocional de Smallville

Personagem do segundo escalão da DC Comics, o Arqueiro Verde se tornou bastante popular graças à sua aparição na série do jovem Superman, interpretado pelo ator Justin Hartley – que, antes de encarnar o Arqueiro Verde em Smallville, havia personificado o Aquaman, outro herói da DC, num piloto para uma série que nunca saiu do papel.

Ator pouco conhecido encarnará o jovem herói das flechas

A série, cujo título será Arrow (Flecha, em tradução ao pé da letra, mas que pode ser traduzida também como Arqueiro, já que o nome do personagem, no original é Green Arrow), não terá Hartley no papel principal, mas sim o ator Stephen Amell, ator pouco conhecido que apareceu como coadjuvante em séries como The Vampire Diaries, 90210, CSI, CSI: Miami e Flashpoint entre outras. A sinopse divulgada pela Warner diz que “depois de ser abandonado por cinco anos em uma ilha remota, o playboy bilionário Oliver Queen retorna com uma missão misteriosa e um conjunto letal de novas habilidades que ele usa em uma guerra contra o crime.”

O visual da série não parece inspirado neste? Que, por sua vez, é inspirado em Robin Hood?

Sobre o figurino do personagem, a Warner informa que o traje foi desenhado pela figurinista Colleen Atwood, três vezes vencedora do Oscar de melhor figurino: Alice no País das Maravilhas (2010), Memórias de uma Gueixa (2005) e Chicago (2002). O episódio-piloto será dirigido por David Nutter, o mesmo que, em 2001, dirigiu o primeiro episódio de Smallville. O diretor também é responsável pela série do Superboy de 1988. Será que teremos um novo sucesso a caminho ou uma barca furada, como foi a série da Mulher-Maravilha? A torcida, evidentemente, é para que a equipe acerte no alvo!

Xadrez Star Wars: a Força no tabuleiro

Enquanto a Panini Comics não lança a Coleção de Miniaturas Marvel prometida há um ano atrás (veja post sobre o assunto aqui e a confirmação do produto no hotsite da Panini), a Planeta DeAgostini lança uma novidade que vai fazer os fãs de Star Wars tremerem na cadeira de emoção.

Fascículos: Informações, curiosidades, esboços, imagens de bastidores

É a coleção Xadrez Star Wars, onde os personagens das duas trilogias viraram peças de xadrez para você jogar e provar que a Força também está no tabuleiro. Cada edição vem com um fascículo com informações e imagens sobre os filmes e um personagem exclusivo, em chumbo, com cerca de 10 cm de altura (incluindo a base) e pintado à mão. No total são 64 edições, sendo que, do 1 ao 11, serão publicadas quinzenalmente e do 12 ao final, a periodicidade é semanal.

Darth Vader detona quem chamá-lo de rainha.

Cada personagem representa uma peça do jogo de xadrez: o primeiro fascículo traz o Darth Vader como personagem principal, representando a rainha preta (que, como os enxadristas sabem, é a peça mais forte do jogo); o segundo fascículo vem com o Luke Skywalker, simbolizando o rei branco e assim por diante.

O jogo completo da trilogia clássica

Como são dois jogos, as primeiras 32 peças trazem os personagens principais da trilogia clássica e as outras 32 peças são com personagens da nova trilogia. Claro que nada impede dos jogadores misturarem os personagens como bem entenderem e fazer sua própria diversão. O único porém é que deixaram de fora o odiado mas importante personagem da nova série: Jar-Jar Binks. Sim, ele vai fazer falta nas brincadeiras…

Coleção completa da Nova Trilogia: sem Jar-Jar Binks

O tabuleiro também é diferenciado e traz motivos que lembram os filmes da saga. Ele é vendido separadamente ao longo da coleção, mas quem fizer a assinatura recebe gratuitamente. Os fascículos trazem informações exclusivas, imagens de arquivo da Lucas Film e curiosidades de bastidores.

Assinantes ganham o tabuleiro, que também traz motivos da hexalogia.

Infelizmente, tudo isso tem um preço e é bem salgadinho… Cada fascículo sai pelo preço de R$ 39,99 (as edições 1 e 2 terão preço bem mais acessível: a número 1 sai por R$ 14,99 e a número 2 por R$ 27,99. Assinantes pagam mais barato ainda: R$ 9,99 a primeira edição e R$ 24,99 a segunda). Além disso, os arquivadores dos fascículos custam R$ 59,99 (kit com três) e o tabuleiro sai por R$ 149,99 (assinantes recebem gratuitamente). Nem o Darth Vader seria tão cruel…

Quer ficar devendo para Jabba, o Hutt?

O site da editora Planeta DeAgostini tem os detalhes da coleção muito bem explicadinhos, para deixar qualquer um babando e com vontade de correr à banca de jornal mais próxima (mesmo que, para isso, fique endividado pelo resto do ano). A única informação que faltou foi a data de lançamento nas bancas. Esperamos que não façam como a Panini, que ficou só na promessa. Para quem não sabe jogar xadrez (como este que vos escreve), está aí uma ótima maneira de aprender e da forma mais divertida possível. O único problema é que, com esse preço, o saldo negativo do banco vai parar numa galáxia muito, muito distante…

P.S.: Agradecimentos ao amigo Hugo Oliveira, da Agah Design, pela sugestão de matéria. Ele mora no Distrito Federal, é fã de Star Wars e já tem os dois primeiros fascículos da coleção. Quase dá pra ouvir os sabres de luz de Darth Vader e Luke Skywalker vibrando no ar. Uóinnnnnnnnnnnn… Uóinnnnnnnnnnnnn…

Saído do Forno: A Cruzada da Inocência

Chegou ao fim, nos Estados Unidos, a minissérie A Cruzada da Inocência (Children’s Crusade, no original), protagonizada pelos Jovens Vingadores e que marca o retorno da Feiticeira Escarlate ao Universo Marvel. Recapitulando: a Feiticeira Escarlate é uma heroína mutante com o poder de alterar as probabilidades, filha do vilão Magneto, maior inimigo dos X-Men. Durante vários anos, ela foi um dos membros dos Vingadores, junto com seu irmão Pietro, o velocista conhecido como Mercúrio. Apaixonada pelo androide Visão, eles se casaram e tiveram dois filhos gêmeos, Thomas e William.

O pior dia da vida dos Vingadores

Os Vingadores, porém, descobriram que os bebês foram criados pelo poder da Feiticeira (um androide jamais poderia gerar filhos, ainda mais gêmeos) e fizeram com que ela se desfizesse das crianças. Abalada mentalmente e incapaz de controlar seus poderes, a Feiticeira Escarlate teve um surto e provocou a morte do Visão, do Gavião Arqueiro e do Homem-Formiga, causando o desmantelamento da equipe na saga Avengers: Disassembled, chamada no Brasil de Vingadores: A Queda.

Feiticeira pirada na batatinha

Além disso, ainda perturbada e influenciada por Mercúrio e Magneto, a Feiticeira criou um mundo “perfeito” – na sua visão distorcida – que ficou conhecido como Dinastia M. Quando os heróis descobriram a farsa e lutaram para devolver as coisas ao normal, a Feiticeira disse três palavras: “Chega de Mutantes”, privando a maior parte da raça de seus poderes e praticamente acabando com eles. Desde então, ela desapareceu, escondida em algum lugar do mundo, longe de tudo e de todos.

Os Jovens Vingadores surgiram para substituir os originais após o desmantelamento da equipe

Com o fim dos Vingadores, um grupo de adolescentes fãs dos heróis se reuniu para manter seu legado vivo: Patriota, Wiccano, Hulkling, Estatura, Visão (numa versão mais jovem) e Rapaz de Ferro formaram os Jovens Vingadores. Mais tarte, uniram-se à equipe Gaviã Arqueira e o velocista Célere. Os jovens perceberam a semelhança física entre Célere e Wiccano e seus nomes (Thomas e William) e poderes (Wiccano possuía poderes mágicos como a Feiticeira e Célere era veloz como Mercúrio) davam a entender que eram os gêmeos desaparecidos da ex-vingadora.

Wiccano perde o controle

Assim, chegamos à minissérie: durante uma batalha contra um grupo terrorista, Wiccano perde o controle de seus poderes. Preocupados que ele venha a se tornar uma nova Feiticeira Escarlate, os Vingadores decidem observar o rapaz e revelam ao grupo toda verdade sobre a ex-vingadora desaparecida. Decidido a descobrir a verdade sobre sua origem, Wiccano resolve encontrar a Feiticeira Escarlate, à revelia dos Vingadores e dos seus próprios companheiros. Para isso, se alia a ninguém menos que Magneto – que se regenerou e faz parte dos X-Men, mas ainda carrega o peso de ser um terrorista e, portanto, gerar desconfiança na maioria dos heróis.

Até o Dr. Destino entra na briga. A coisa vai feder...

A minissérie possui nove edições bimestrais e teve início em setembro de 2010, mas uma série de atrasos fez com que somente agora a última edição chegasse às bancas americanas (a data do último número é de maio/2012). O escritor Alan Heinberg, responsável por todas as aventuras dos Jovens Vingadores publicadas até o momento, desde sua criação em 2005, criou uma aventura cheia de reviravoltas, onde cada edição é mais empolgante que sua anterior.

AvsX - primeiro Round

O roteiro é muito bem amarrado e deixa os leitores na expectativa para saber o que vai acontecer na próxima edição. Além disso, a história também planta as raízes daquilo que será o grande confronto de 2012, entre os Vingadores e os X-Men, já que os dois grupos entram em confronto pelo direito de julgar a Feiticeira Escarlate.

Quem vai morrer?

Evidentemente, como em toda grande saga da Marvel, haverá perdas bastante significativas – mesmo que, daqui há alguns meses, tudo volte como era antes. Esse, infelizmente, é um dos grandes problemas dos quadrinhos de super-heróis: ninguém que morre fica realmente morto por muito tempo. A própria minissérie traz, além da Feiticeira (que não estava morta, mas também não estava fazendo a mínima falta nos Vingadores), outro herói famoso – o que a editora vai fazer com ele nessas alturas do campeonato, só os roteiristas saberão dizer.

Os namorados recebendo um sabão do irmão ciumento

Por enquanto, o que se sabe é que essas perdas podem significar o início de uma nova vida para os Jovens Vingadores, seja como grupo ou como heróis individuais, principalmente porque Heinberg quebra todos os tabus e cria polêmica ao introduzir o beijo gay de Hulkling e Wiccano no último capítulo, incluindo um pedido pouco convencional nos quadrinhos. Porém, a Marvel já se mostrou uma editora livre de preconceitos há muito tempo atrás, desde quando transformou Estrela Polar em um personagem homossexual, e está pouco se importando para as polêmicas. O que é positivo, já que coloca as diferenças como algo natural e, com isso, incentiva a aceitação e o respeito.

Chegada de efeito: isso não pode ser bom...

Embora seja uma série repleta de ação e com um roteiro excitante, trazer de volta a Feiticeira Escarlate pode não ser uma boa ideia, no final das contas. Esse vai e vem dos personagens que morrem, ressuscitam, ganham poderes de um deus pra depois perderem, ficam maus e enlouquecem pra depois serem redimidos como coitadinhos é o tipo de coisa que já se tornou tão comum que cansou o leitor. É como aquela história do menino e o lobo: de tanto mentir que o lobo estava perto, quando o animal realmente ia atacar, ninguém mais deu crédito. De qualquer forma, a série é excelente e a torcida é para que a minissérie, quando sair no Brasil, seja publicada em um único volume, no máximo dois. Seria um presente para o leitor, ao invés de castigá-lo durante nove meses para ver a conclusão da saga. Nesse ponto, levamos vantagem sobre os americanos.

Crítica: John Carter

A estreia mais aguardada do final de semana, sem dúvida, foi John Carter, a mais recente produção da Disney Pictures. O filme não havia me despertado tanto interesse até recentemente, quando descobri que tinha sido baseado numa história em quadrinhos. Ainda assim, o personagem não significou muita coisa até esta semana, quando ouvi o nome de seu criador: ninguém menos que Edgar Rice Burroughs, também criador de um certo homem das selvas chamado Tarzan.

Uma das inúmeras reimpressões da obra de Burroughs

Aí já era demais! Merecia mil chicotadas por ter tratado com tanto desprezo um dos romances mais conhecidos de Burroughs. Só pra corrigir o que foi dito no primeiro parágrafo, o filme, na verdade, não é baseado numa HQ, mas originalmente num romance, que virou quadrinhos anos depois – assim como Tarzan, que também surgiu num livro e foi parar em diversas mídias, incluindo as HQs.

Edgar vai ler a maior de todas as aventuras de seu tio

A história de John Carter baseia-se na obra A Princess of Mars (Uma Princesa de Marte) e começa com a morte do protagonista e a leitura de seu testamento pelo único parente vivo, seu sobrinho Edgar Rice Burroughs (numa homenagem do diretor Andrew Stanton ao autor da série), interpretado pelo jovem Daryl Sabara (Pequenos Espiões). Quando criança, Ned (o apelido como Carter chamava o sobrinho) sempre se encantava com as histórias do tio e, enquanto lê o testamento, o rapaz vai revivendo aquela que é considerada “a mais louca das aventuras” de Carter.

"Símbolos estranhos numa caverna? Ué, será que vim parar no cenário de Smallville?"

John Carter (Taylor Kitsch, o Gambit de X-Men Origens: Wolverine)é apresentado como um ex-capitão do exército americano que lutou com bravura na Guerra Civil (entre 1861 e 1865) e é novamente convocado – na verdade, forçado – a aplacar a tensão entre os apaches e a cavalaria. Enquanto foge de um ataque, Carter entra em uma caverna e encontra um homem misterioso que surgiu na sua frente, num raio de luz. Ao tocar num amuleto que o estranho possuia, é transportado para Barsoon, o quarto planeta do sistema solar, que os terráqueos chamam de Marte.

A princesa e suas aias: vai ter casório.

O planeta encontra-se dividido, com uma guerra entre suas raças de pele avermelhada: os habitantes da cidade de Helium e os Zodangans. Para unificá-las, o rei Tardos (Ciarán Hinds, o Roarke de Motoqueiro Fantasma 2) arranja um casamento entre sua filha, a bela princesa Dejah Thoris (Lynn Collins), e o rei Sab Than (Dominic West), cruel líder de Zodanga. Para Sab Than (que, não por acaso, tem um nome cuja pronúncia assemelha-se a “Satã”) tudo o que importa é dominar e o casamento lhe permitiria assumir a liderança dos dois povos.

Tars Tarkas encontra Carter

Além deles, há também a raça dos Tharks, com pele verde e quatro braços, que prefere se manter neutra nessa guerra. Com a chegada de Carter, porém, a situação muda de figura. Encontrado pelo líder dos Tharks, Tars Tarkas (Willem Dafoe), quando chegou, John Carter é levado para a aldeia e presencia uma batalha aérea entre Heliumites e Zodangans. Graças à gravidade de Marte, Carter pode dar grandes saltos e adquire também certa força física, habilidades que ele usa para salvar a princesa nesta batalha.

Vou dar um pulinho ali em Marte e já volto.

Ao descobrir que Dejah Toris é cientista e que descobriu uma forma de energia azul que tanto pode dar a vitória ao povo de Helium como levá-lo de volta para casa, John Carter parte com ela rumo ao templo que possui as informações para que ele possa retornar. Entretanto, Dejah Toris faz de tudo para convencê-lo a ficar e usar seus “poderes” a favor de seu povo e impedir seu casamento. Claro que um romance surge entre os dois, mas Carter resiste em se envolver, atormentado pelas memórias de sua esposa e filha, que morreram na Guerra Civil.

Qualquer semelhança é mera coincidência. Ou não.

O filme tem batalhas épicas que, respeitadas as devidas proporções, lembram bastante a saga de Star Wars. Com uma bela fotografia, o filme teve grande parte de suas cenas filmadas no deserto de Utah, com locações em Moab, Lake Powell, nas planícies salinas Delta, em Hanksville, o que garante lindíssimas paisagens desérticas e uma ambientação que, realmente, faz o público acreditar que está em outro planeta. A arquitetura das cidades aéreas também são bastante impressionantes e transformam o filme num belo espetáculo visual.

Romance no ar de Barsoom

A trama, porém, é um pouco confusa, principalmente com a grande quantidade de raças e personagens que vão sendo inseridos ao longo das 2h12min de projeção. A situação complica mais ainda quando não fica explicado qual o papel dos Therns, uma espécie de sacerdotes da deusa Issus, divindade da religião barssoniana. Eles iniciam o filme dando a Sab Than um artefato que lhe dá o controle da energia azul, mas também são eles que levam Carter da Terra a Marte e o ajudam, em certos momentos, a lutar contra os Zodangans. Difícil entender de que lado estão e quais são suas motivações.

Woola: o jeito Disney de ser

As cenas violentas contidas no filme não são excessivas ou fora dos padrões mas, em se tratando de um filme da Disney, escrito e dirigido pelo mesmo roteirista de diversos filmes da Pixar (Wall-E, Procurando Nemo, Vida de Inseto, Toy Story 2 e Monstros S.A.), é de causar surpresa que a empresa seja a responsável. Parece que a Disney quer deixar de lado a imagem de produtora de filmes com bichinhos fofinhos – mas tem uma recaída e deixa sua marca em Woola, o animal de estimação marciano de Carter, que é uma mistura de cão, lagarto e sapo. Dá vontade de levar pra casa…

Batalha na arena dos Tharks

John Carter é um ótimo filme de ficção científica, com ação, romance, humor e fantasia muito bem dosados e excelentes efeitos especiais. Talvez um conhecimento prévio dos personagens por meio das HQs e da obra de Burroughs ajude a entender melhor a trama. A impossibilidade de adquirir esse material, no entanto, não inviabiliza a diversão. Os homens vão amar as cenas de ação (a luta na arena é épica, embora olhares mais atentos vão notar um detalhe, digamos, meio falsificado no meio da cena) e as mulheres também vão gostar de ver Taylor Kitsch sem camisa a maior parte do tempo. Mas calma, rapazes: Dejah Thoris também é um colírio! Afinal, ainda é um filme da Disney e belas princesas não podem faltar. Mesmo que seja em outro planeta.

Meninas, essa foto é pra vocês!

Cotação: 

Curiosidades: 

Quadrinhos da Gold Key e da Marvel

A Princess of Mars, romance no qual o filme foi baseado, é a primeira obra de Edgar Rice Burroughs e foi publicado em 1912. Desde 1935 já há planos para transformá-lo em filme, mas somente agora, 100 anos depois, o sonho vira realidade. Porém, em 1964, a Gold Key, lançou a primeira série em quadrinhos do personagem. John Carter of Mars teve três edições e foi publicada entre abril e novembro de 1964. Em 1966, o personagem teve suas histórias publicadas na revista Witzend, que reunia quadrinhos de vários autores.

Minissérie cujo último número coincidiu com a estreia do filme

Em 1977, a Marvel comprou os direitos do personagem e lançou John Carter: Warlord of Mars, com roteiros de grandes feras como Marv Wolfman e Chris Claremont e arte de Gil Kane, Carmine Infantino e outros. Durou 31 edições e mais três anuais, de junho de 1977 a outubro de 1979. Por ocasião do filme, a Marvel lançou, em novembro de 2011, uma minissérie em cinco edições, cuja última edição sai exatamente este mês, quando o filme chega aos cinemas.

Dez motivos para amar o primeiro Motoqueiro Fantasma

O filme Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança, ainda em cartaz nos cinemas do País, chegou com a missão de redimir o personagem do fiasco da produção anterior. Infelizmente, além de não ter conseguido (leia a nossa crítica aqui), ainda deixou a impressão que o primeiro filme é infinitamente melhor. Acha que este repórter está delirando? Ok, provamos que não: elencamos a seguir dez motivos que fazem o primeiro Motoqueiro Fantasma (2007), um filme bem legal, baseado em quadrinhos.

O diretor de Demolidor sempre gostou de heróis pegando fogo.

10 – O diretor é Mark Steven Johnson – O diretor não tem muitas obras importantes em seu currículo, mas ele já tinha feito um trabalho bacana em Demolidor – O Homem sem Medo (2003) – que muita gente odiou, mas que não pode ser considerado um fracasso total, já que faturou US$ 178,8 milhões ao redor do mundo, com um custo de U$ 78 milhões. Informações oficiais dão conta de que Johnson foi produtor executivo da segunda aventura, mas tudo leva a crer que ele não apitou muita coisa, porque um filme não tem absolutamente nada a ver com o outro.

Ah, vá fazer careta no inferno, Cage!

9 – Caras e bocas de Nicolas Cage – Que o ator não é lá muito expressivo todo mundo sabe. Porém, é duro ter que aturar as caretas que ele faz durante todo o segundo filme, cada vez que o Motoqueiro se manifesta nele. No primeiro filme isso não acontece – ou acontece com menos intensidade – e assistir o filme é uma experiência bem mais prazerosa.

Cof! Cof! Alguém chame os bombeiros!

8 – Visual limpo – À primeira vista, pareceu uma ideia bacana tornar o visual do Motoqueiro mais “queimado”, dando indicação que ele estava mais “demoníaco” e radical, à semelhança de seu perfil nos quadrinhos. Porém, tudo que é exagerado, incomoda. A fumaceira preta provocada por suas chamas tanto no crânio como na moto causa até mal estar e atrapalha as cenas. No primeiro filme, tudo é muito mais clean e brilhante. E nem por isso o personagem é menos macabro.

Eva Mendes teve função no primeiro filme. Já Violante Placido...

7 – Papel feminino de destaque – Além da beleza de Eva Mendes interpretando Roxanne Simpson, o seu papel tem uma participação muito mais importante para a trama. Tudo bem que a atriz foi mal aproveitada e sua personagem ficou um pouco “sem sal”. Mas pior foi o que fizeram com Violante Placido (Nadya), que interpretou uma personagem sem qualquer relevância para a história, que não serviu nem para um romance com o Motoqueiro. Não faria a mínima falta se ela não existisse na história.

"Droga! Tem uma alface grudada no meu dente!"

6 – Olhar de Penitência – Um dos principais poderes do Motoqueiro Fantasma (que não existia na versão original, mas foi muito bem introduzido em sua versão anos 1990) é o Olhar de Penitência: aquele que encara o olhar do Motoqueiro sente o mesmo mal que infligiu a suas vítimas aumentado milhares de vezes. Segundo Howard Mackie, o responsável pela reformulação do personagem, essa era a forma como ele entendia a experiência de viver no inferno e era perfeita para quem se dizia um “espírito de vingança”. Afinal, que melhor forma de se vingar do que devolvendo ao algoz o mal que ele causou? Esse poder foi muito bem representado na produção de 2007 sendo, inclusive, elemento fundamental para a derrota do vilão no clímax da aventura. Já na nova versão virou uma forma do Motoqueiro se ver refletido no olho da vítima. Como se ele precisasse de espelho…

Cavaleiro e Motoqueiro

5 – Homenagens ao personagem original – Pouca gente sabe, mas existiu nos quadrinhos outro personagem chamado Ghost Rider (o nome em inglês do Motoqueiro). Ele surgiu nos anos 60, num gibi de faroeste e foi conhecido no Brasil pelo nome de Cavaleiro Fantasma. A semelhança de nomes deve-se ao fato do verbo to ride ser mais abrangente e significar montar tanto uma motocicleta quanto uma bicicleta ou até mesmo um cavalo. O Cavaleiro Fantasma teve seus direitos comprados pela Marvel nos anos 1970, teve o nome mudado para Night Rider (Cavaleiro da Noite) a fim de evitar confusão de nomes, mas foi mal utilizado pela editora e caiu no esquecimento. O primeiro filme do Motoqueiro resgata esse personagem de uma forma bem bacana, inserindo-o numa “geração” de fantasmas que cavalga pelo mundo fazendo justiça – nos quadrinhos originais, ele era apenas um cowboy que vestia uma roupa fosforescente. Bela homenagem do diretor.

Duas faces do mal: um cínico e arrogante; o outro, um banana!

4 – Demônio verdadeiramente demoníacoCiarán Hinds estava bem no papel de Roarke, o capetão em uma de suas infinitas identidades. Porém, ainda falta muito para ele alcançar a experiência de Peter Fonda, que interpretou Mephistópheles (ou Mefisto para os íntimos), que aparece com seu jeito sedutor, semeia a discórdia e vai embora sem sujar as mãos. E, principalmente, não tem medo do Motoqueiro, como Roarke tinha. Alguém pode conceber um criador com medo de sua criatura? Cadê o poder do Príncipe das Trevas, que comanda todos os demônios e fica apavorado quando o Motoqueiro aparece?

3 – Ameaça de verdade – No primeiro Motoqueiro Fantasma, ele enfrenta uma verdadeira legião do inferno, com seres poderosíssimos capazes de fazer frente a ele: Abigor (demônio do vento), Wallow (demônio da água) e Gressil (demônio da terra) além do próprio Coração Negro, filho de Mefisto. Na aventura recente, ele só enfrenta serviçais humanos e, mesmo assim, ainda rói um osso, com o perdão do trocadilho. Nem parece o mesmo personagem…

Isso é que é uma moto incrementada!

2 – Apetrechos místicos – O Motoqueiro Fantasma é um personagem sobrenatural, com poderes que vêm do inferno. No primeiro filme, seus apetrechos demonstram bem isso: as correntes que se enrolam sozinhas no seu corpo e a moto que possui vida própria e visual tunado. No segundo filme, o que temos? Uma corrente que não tem nada de diferente das correntes comuns (exceto o fato de aumentar de tamanho) e uma moto derretida. É verdade que isso tornou tudo mais próximo da realidade, mas o Motoqueiro Fantasma é um personagem SOBRENATURAL, só pra lembrar.

Com todos os problemas, o primeiro filme ainda ganha disparado em fidelidade às HQs

1 – Fidelidade aos Quadrinhos – Por tudo que já foi falado, dá pra perceber que o primeiro Motoqueiro Fantasma é uma HQ em live-action. Em outras palavras, é uma história em quadrinhos com personagens reais. É verdade que o personagem foi “suavizado” para conseguir uma classificação que pudesse atingir o público mais jovem e, nos quadrinhos, ele é bem mais hardcore. Porém, em comparação com o novo filme, o primeiro tem mais semelhanças e referências aos quadrinhos. Sem contar que a maior parte do elenco tem sua contraparte nas HQs: Johnny Blaze, Mefisto, Roxanne, Crash Simpson, Coração Negro, Coveiro/Cavaleiro Fantasma… o novo filme tem Blecaute e… hã… o Motoqueiro. (Danny não conta: não sabemos se ele é Danny Ketch ou não.)

Estreia do Motoqueiro Fantasma, em 1973

Como dissemos no abre desta matéria, estas são as razões pelo qual o Motoqueiro Fantasma é um filme bem legal, baseado nos quadrinhos. Legal não quer dizer “espetacular, o melhor já feito no gênero”, mas também não é tão ruim quanto dizem por aí. A bem da verdade, o Motoqueiro Fantasma é um personagem amaldiçoado e essa maldição parece que se estende além dos conceitos criados em 1973, quando Gary Friedrich e Roy Thomas deram vida ao herói macabro. Vender a alma não é um bom negócio, no fim das contas. Em duas tentativas, nem mesmo com a ajuda do ator que já fez Cidade dos Anjos, o herói conseguiu se redimir. Talvez seja exatamente este o problema: não se pode confiar em anjos caídos.

Páscoa 2012 – Turma da Mônica e Esquadrão de Heróis nos ovos Arcor

A Arcor promete agitar a páscoa da garotada com uma linha de ovos com os mais diversos personagens, desde astros da TV, passando por sucessos do cinema, quadrinhos e desenhos animados e até mesmo a paixão nacional do brasileiro, o futebol.

Páscoa tem tudo a ver com coelho, né, Mônica?

Os personagens mais queridos do Brasil, a Turma da Mônica, chegam com um ovo de 120g (Nº. 14), feito com chocolate crocante e cuja embalagem tem a cara do coelhinho Sansão. De brinde, um boneco com os principais personagens da turminha: tem a Mônica, o Cebolinha, o Cascão e a Magali.

Essa turminha vai botar pra quebrar!

Hero Up!

Outro sucesso vindo direto da TV e dos quadrinhos é o Esquadrão de Heróis (Super Hero Squad, no original). Baseado nos conhecidos personagens da Marvel, essa versão infantil dos super-heróis é um desenho animado exibido pelo canal Disney XD e faz grande sucesso entre a garotada. O ovo de Páscoa dos personagens (150g – Nº. 14) traz de brinde um boneco “cabeçudo” dos personagens mais queridos: Homem-Aranha, Wolverine, Hulk, Thor e Homem de Ferro.

Heróis para colecionar

Batons superpoderosos

Outro sucesso dos desenhos animados e sempre presente na Páscoa da Arcor é o ovo das Meninas Superpoderosas (150g – Nº. 14) que, este ano, traz como brinde um kit de batom em três modelos, cada um destacando uma das meninas: Lindinha, Docinho e Florzinha.

Duas versões de ovos: será que os sites se enrolaram?

As meninas também vão adorar o ovo inspirado no filme Enrolados (150g – Nº. 14) que traz uma boneca da Rapunzel que gira ao toque de uma varinha. Há uma outra versão do brinquedo que é uma Rapunzel balanço e vem num ovo maior (160g – Nº. 16), mas esta não aparece no site oficial da empresa.

Antecipando a estreia de Madagascar 3 nos cinemas, a empresa lança um ovo temático de Alex, Marty, Melman, Glória e os pinguins (150g – Nº 14) que traz de brinde um copo em vários modelos.

Madagascar tem vários modelos de copos

Palhaçadas em dose dupla

A empresa investiu no licenciamento de nomes dos mais badalados astros de TV e lançou uma linha dos palhaços Patati e Patatá com duas versões de ovos. O ovo menor (150g) traz um mini-squeeze dos personagens enquanto que a versão maior (170g) vem com um relógio-despertador para colocar no quarto das crianças. Para as meninas, a banda Restart também cedeu seu nome e seu colorido berrante para um ovo (150g) que vem com uma pulseira de brinde.

Para fãs da banda

Linha Tortuguitas, carro-chefe da Arcor

Mas o carro-chefe da empresa é mesmo o ovo das Tortuguitas. Este ano, o produto tem várias versões, para atender todos os gostos e bolsos. Por exemplo, a Série Monstros Divertidos (Nº. 14 – 150g) tem três ovos: chocolate ao leite, chocolate branco e crocante, todos com bonecos das tartarugas caracterizadas como os principais monstros do cinema: vampiro, múmia, lobisomem e Frankenstein. O Ovo Tortuguita é feito com chocolate ao leite e tem uma camada interna de chocolate branco. Tem duas versões de brinquedos: megafone (que amplia a voz) e gravador (que distorce a voz, acelerando ou reduzindo a velocidade). Ambos possuem 150g. O ovo Chocovinhos (50g (Nº. 6) apela para o tradicional e, ao invés de brinquedo, é recheado com ovinhos de chocolate. Por fim, o ovo Tortuguita Casco imita o casco da tartaruga e a embalagem é uma tartaruguinha para as crianças brincarem.

Os times mais amados têm embalagem premium

A Arcor tem ainda a linha Fanáticos do Futebol (230g – Nº .15), com ovos em formato de bola e que representam os principais times de futebol do Brasil: Santos, Grêmio, Fluminense, Flamengo, Internacional, Vasco da Gama, Botafogo, Cruzeiro, Ponte Preta e, claro, Corinthians e São Paulo. Estes últimos, porém, possuem uma embalagem premium, peso diferenciado (200g) e formato de camiseta, toda feita em chocolate ao leite. Cada produto traz, como brinde, um porta-chuteiras que imita a camisa do time.

Para quem tem fome de bola