Crítica: A Hora da Escuridão

No ano em que o fim do mundo é anunciado, o primeiro mês já traz uma sexta-feira 13. Data perfeita para a Fox Films estrear nos cinemas brasileiros o filme A Hora da Escuridão (The Darkest Hour, 2011). A história se passa na Rússia, quando Sean (Emile Hirsch, de Speed Racer) e Ben (Max Minghella) chegam a Moscou para apresentarem uma nova rede social de relacionamentos criada por Ben. Também estão pela cidade as jovens Natalie (Olivia Thirlby) e Anne (Rachel Taylor), que foram parar ali devido uma escala não programada durante sua viagem ao Nepal e decidiram aproveitar a parada para se divertirem.

Diga "Whisky"!

Enquanto aproveitam a noite na capital russa, os quatro acabam se cruzando num clube noturno, juntamente com o inescrupuloso empresário Skyer (Joel Kinnaman), que deu um golpe em Ben e Sean. Os cinco presenciam varias luzes descendo do céu, num espetáculo semelhante à aurora boreal. Porém, essas luzes se mostram alienígenas assassinos e, pior, ficam totalmente invisíveis após tocarem o solo.

Decididamente, essas luzes não têm a ver com o Natal.

Enquanto toda população é desintegrada e transformada em cinzas, o quinteto foge para dentro do clube e se esconde no subsolo, onde fica por vários dias. Quando se sentem seguros e decidem sair do esconderijo percebem que estão numa Moscou totalmente deserta, no melhor estilo Eu sou a Lenda.

Unidos por acaso

Aos poucos, os jovens vão descobrindo como identificar a presença dos aliens, como ocultar sua presença (os ETs enxergam a energia eletromagnética do corpo humano) e também encontram outros sobreviventes. Começa então uma batalha pela sobrevivência e a investida dos terráqueos contra os aliens. O filme tem, evidentemente, referências a Independence Day e Guerra dos Mundos, além de O Predador, como a invisibilidade dos aliens e o ponto de vista deles. Portanto, o espectador não deve esperar uma história inovadora ou isenta de clichês.

luz e eletricidade = alienígena chegando

Como a eletricidade denuncia a presença dos extraterrestres, os cinco protagonistas só se sentem seguros à noite, na total escuridão. É aí que está a grande novidade do filme – e também a origem do título: ao contrário de todos os filmes de terror e suspense, onde a luz é sinal de segurança e as trevas significam perigo, neste é a luz que anuncia o perigo. Apesar de ser uma obra de ficção científica, o diretor Chris Gorak quis que o filme tivesse uma trama verossímil e embasada com conceitos reais de Física, Mecânica e Eletrônica. Ao mesmo tempo, ambientar a história na cidade de Moscou também é um diferencial, já que pouco se conhece a respeito da capital russa, principalmente em filmes americanos.

Who ya gonna call? Alien Busters!

Por outro lado, o elenco tem pouco carisma, nenhuma química e o roteiro é previsível. O efeito 3D não acrescenta nada de especial, nem mesmo quando os aliens mostram a cara (não, não estamos estragando nenhuma surpresa. Ou você pensou que eles iam ficar invisíveis o filme todo?).

"É aqui o teste para o filme do Capitão América?"

Colocando esses pontos positivos e negativos na balança, temos um filme mediano e despretensioso, que vai agradar somente aquele espectador que vai ao cinema unicamente para se distrair. Para concluir, pode esperar por A Hora da Escuridão 2. O final do filme já deixa isso bem claro.

Cotação: 

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7 comentários

  1. Bem, eu pessoalmente gostei muito do filme. Embora o roteiro realmente seja previsível, a história não é entediante e o filme em si na verdade passa bem rápido. Acho que a ideia de uma invasão invisível tenha sido perfeitamente metafórica, visto que nenhum de nós sabe realmente o que está na nossa frente, em nosso futuro, o que causa desconforto e no mínimo pequenas ondas de pânico em qualquer um. De qualquer forma, vejo neste um filme agradável e digno de palmas. Espero que façam mesmo uma continuação… Abraços, Jorge Castro 🙂 . – Se não for muito incomodo, gostaria de pedir para que desse uma olhada em meu blog. 😉

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