Motoqueiro Fantasma volta às bancas

No dia 17 de Fevereiro, estreia o filme Motoqueiro Fantasma 2 – O Espírito da Vingança, com Nicolas Cage de volta ao papel do herói do crânio flamejante. Aproveitando o embalo do filme, a Panini republica uma das melhores histórias do Motoqueiro Fantasma da década, escrita pelo consagrado autor irlandês Garth Ennis (Preacher, Justiceiro, The Boys). A saga Estrada para a Danação, originalmente publicada no Brasil na revista Marvel Max 42 a 46 (fevereiro a junho /2007), foi a segunda tentativa de resgatar o herói nos anos 2000, após o cancelamento da sua revista mensal no começo da década de 1990. A primeira foi uma minissérie publicada um ano antes (inédita no Brasil) que teve um roteiro fraquíssimo, um Motoqueiro Fantasma descaracterizado e uma série de perguntas não respondidas.

Saga saiu na revista Marvel Max

A história resgata a identidade original do Motoqueiro Fantasma (veja a trajetória do herói abaixo). Nela, o astro de motocross Johnny Blaze está no Inferno, sofrendo infinitos tormentos por ter vendido sua alma anos antes. No entanto, um demônio é liberado na Terra e pode destruir não apenas o nosso planeta, mas também abalar o próprio Céu. Para colocar um fim à ameaça, os anjos resolvem buscar reforço nas próprias fossas infernais e libertam o Espírito da Vingança.

Resgate divino

Garth Ennis, que não tem pudores em usar palavreado chulo e violência explícita em seus roteiros, desenvolveu uma história inteligente e cheia de ação e a arte digital de Clayton Crain enriqueceu ainda mais a HQ, fazendo com que o herói conquistasse novamente um título mensal. É esta edição, encadernada e ao amigável preço de R$ 18,90 (segundo prévia divulgada no site da Liga HQ!), que chega às bancas no mês que vem, antecipando o filme do herói. Uma edição imperdível para que os leitores entrem no clima sobrenatural do personagem.

A longa estrada do herói flamejante 

Edição de estreia

O Motoqueiro Fantasma surgiu na revista Marvel Spotlight 5 (1972) e fez tanto sucesso que, meses depois, ganhou um título próprio, Ghost Rider, que revolucionou os quadrinhos da Marvel por ter um protagonista que mesclava entre o heroico e o macabro. Era um herói, mas não era bondoso nem altruísta: pelo contrário, seu alter ego – o astro do motocross Johnny Blaze – era movido pela vingança e seus poderes eram originários de ninguém menos que o próprio capeta. Mesmo assim, o título foi um sucesso e durou até 1983, totalizando 81 edições.

Renovado para novos tempos

Nos anos 90, os anti-heróis cresciam cada vez mais na preferência do público. Personagens como o Justiceiro, Wolverine e Spawn – que utilizavam métodos violentos contra os criminosos e, às vezes, chegavam até a matá-los – eram os mais populares e a Marvel decidiu ressuscitar o Motoqueiro Fantasma. Deu-lhe um visual mais agressivo, roupa de couro com correntes e ponteiras metálicas, uma moto com rodas flamejantes e uma nova identidade: o jovem Danny Ketch. Ao invés de surgir sempre que a noite chegava, como seu antecessor, o Motoqueiro Fantasma aparecia para vingar o sangue inocente derramado. O tom urbano das histórias devolveram a popularidade ao herói, que ganhou mais 93 edições mensais, até o ano de 1993, quando as baixas vendas levaram o título ao cancelamento sem que a saga de Danny Ketch tivesse um fim.

Tentativa frustrada de retorno

Quase 10 anos depois, em 2001, a Marvel tentou ressuscitar o herói com a minissérie The Hammer Lane, lançada em seis capítulos sob o selo Marvel Knights, que trazia os heróis urbanos da editora e roteiros mais adultos. No entanto, o fraco roteiro de Devin Grayson descaracterizou o herói, tornando-o um personagem mudo que só matava bandidos e desaparecia. Além disso, na história, o Motoqueiro Fantasma era novamente Johnny Blaze e não havia qualquer explicação de como ele recuperou seus poderes, nem do que aconteceu com Danny Ketch. O herói voltou para a gaveta até que, em 2006, Garth Ennis assumiu o personagem e escreveu Estrada para Danação. A série não apenas explicava o destino de Blaze como também tinha um roteiro bem mais elaborado, que foi suficiente para o retorno do herói ao seu próprio título regular.

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