Top 10 – O melhor do cinema em 2011

E lá vamos nós para mais uma daquelas listinhas clichês de melhores do ano. Ok, é clichê e você lê em todo lugar, mas também é extremamente divertido e todo mundo gosta. De fazer e de ler, nem que seja pra xingar depois e dizer que o “crítico” não teve bom gosto ou esqueceu esta ou aquela menção. Às vezes, não foi esquecimento: foi a impossibilidade de acompanhar tudo que merecia mesmo. Quando o assunto são listas, divergências sempre vão haver e isto é que faz delas algo tão atrativo. Porque não importa o quanto sejam lugar comum, uma é sempre diferente da outra.

Mas deixando o blá blá blá de lado, vamos aos melhores do cinema deste ano, que se destacou pelas variedade de animações e super-heróis. É verdade que alguns não foram tão bem quando a expectativa, mas de modo geral, a maioria defendeu bem seus superpoderes na telona e fizeram a diversão do público. O ano também marcou a despedida do bruxo mais famoso da última década e a volta de vários clássicos.

"Jura que nós estamos no Top 10 do Blox do Mutante?"

10 – Zé Colmeia – Logo no começo do ano, fomos brindados com a deliciosa comédia live-action do urso ladrão de cestas de piquenique e seu parceiro Catatau feitos em CGI. Uma trama engraçada que transpôs, com perfeição, a essência do personagem originário nos desenhos animados de Hanna-Barbera. A exemplo dos Flintstones e de Scooby Doo, não é um filme arrasa-quarteirão, mas é um passatempo gostoso de se ver, como era quando éramos crianças.

Bangue-bangue à mexicana

9 – Rango – Uma sátira aos filmes de bangue-bangue cujo protagonista é um camaleão dublado por Johnny Depp. A piada pronta é complementada pelas impagáveis corujas mariachi e pela mocinha Feijão, que de bela não tem nem o nome. O filme também inova em utilizar animais pouco convencionais como camaleões, porcos-espinhos e gambás como protagonistas, ao invés de coelhinhos, ursinhos e cachorrinhos fofos.

Correndo para o fim

8 – Harry Potter e as relíquias da Morte – Parte II – A última parte da aventura do bruxo Harry Potter em sua  cruzada em busca das horcruxes (com o perdão do trocadilho) para derrotar definitivamente o vilão Lorde Voldermort. O filme levou muitos fãs às lágrimas, já com saudades do personagem que acompanharam por 10 anos. Exageros à parte, a oitava parte da história manteve o ritmo da franquia em uma trama repleta de ação que deu colocou um ponto final digno na saga do bruxinho que deu a Hollywood um novo astro: Daniel Radcliffe foi escolhido pela Entertainment Weekly, um tos títulos semanais mais importantes na área de entretenimento nos EUA, como uma das personalidades mais importantes do ano. Ele merece!

Isso é a prova de que eles estão entre nós.

7 – Super 8 – Junte os diretores Steven Spielberg e J. J. Abrams com uma história repleta de referências a filmes clássicos dos anos 80 e terá uma breve ideia do que é Super 8. Com um trailer misterioso que não mostrava quase nada, o filme despertou a curiosidade do público e atraiu as atenções. Um roteiro com muita ação, mistério e uma trama cheia de reviravoltas que prende a atenção do começo ao fim. Quem não se segurou na cadeira cada vez que o extraterrestre aparecia (ou quase) e não ficou doidinho pra ver como era sua aparência, atire a primeira pedra.

lá lá lará lá lá...

6 – Os Smurfs – Todo mundo torceu o nariz para a ideia de misturar as criaturinhas azuis que viviam na floresta com seres humanos reais e – oh, heresia! – trazê-los para a cidade grande. Puro preconceito! O filme é divertido, repleto de boas piadas e a interação com humanos só acrescentou à trama. Resultado: o filme trouxe de volta a Smurfmania e encheu as lojas com os mais variados produtos dos anõezinhos azuis. Sorte das crianças desta geração, que vão poder se divertir tanto quanto seus pais se divertiram há 30 anos atrás. E sorte dos pais, que vão reviver esses momentos com seus filhos e lembrar com era bom cantar aquele lá lá lá irritante.

Quando o Capitão América lança seu escudo, ele faz sucesso!

5 – Capitão América – Depois de três tentativas frustradas, já era hora do Sentinela da Liberdade ganhar uma produção decente, que mostrasse toda sua grandiosidade como símbolo da liberdade e personagem. A reconstituição de época é perfeita, o ator Chris Evans convenceu no papel e os efeitos especiais que o mostraram como um jovem franzino e baixinho que se torna alto e musculoso causaram espanto na plateia, tamanha a perfeição dos mesmos. A interpretação de Hugo Weaving como o vilão Caveira Vermelha também é competente. Mais um clássico da Marvel Filmes com gostinho de matinê.

"Agora vamos invadir a USP!"

4 – Planeta dos Macacos – A Origem – Tenso. Essa é a melhor definição para o reboot da franquia dos macacos inteligentes que se revoltam contra a humanidade e assumem o controle do planeta. O filme mostra bem o que acontece quando o ser humano brinca de ser Deus e acha que pode ter o controle de todas as situações. Por mais bem intencionada que esteja, a ciência não tem limites que não devem ser ultrapassados. É o que acontece, quando o cientista interpretado por James Franco resolve descobrir a cura do Mal de Alzheimer de seu pai e usa chimpanzés como cobaias, acelerando a inteligência dos primatas. Impossível não se sensibilizar com as expressões humanas do macaco César, que evoluem do carente para o sofrido e, finalmente, o revoltado. Ao final, a gente se pergunta: quem é o animal na história: os macacos ou os homens?

O ângulo da foto não esconde. Eles estão no topo da lista.

3 – X-Men: First Class – Quando anunciaram que a franquia dos X-Men ia ser recomeçada, contando a origem do grupo, a empolgação foi a zero. Especialmente depois da tentativa frustrada de X-Men Origens: Wolverine, a sensação que passaram é que First Class ia ser mais um filme com a profundidade de um pires e que ia enterrar de vez a franquia X. Ledo engano. Uma direção competente, um elenco afinado e uma história bem amarrada e repleta de ação fizeram deste reboot um dos melhores filmes de super-herói do ano. Só não foi perfeito porque ficaram uns erros de continuidade em relação aos filmes anteriores, mas que não chegam a estragar em nada a diversão.

Thor pode erguer o martelo: o filme é digno de ti!

2 – Thor – Um dos primeiros personagens Marvel, Thor merecia há tempos um filme que mostrasse toda sua grandeza divina e esse filme chegou em 2011. Uma aventura que alterna passado e presente, ação em Asgard (lar de Thor) e ação na Terra, sem se tornar confusa ao público que não acompanha HQs. Ao mesmo tempo, respeita os fãs de quadrinhos que já conhecem o herói e mostra todos os personagens do universo do Deus do Trovão além de várias referências tanto aos quadrinhos como aos outros filmes da Marvel – Homem de Ferro, Hulk e Capitão América, que estreou meses depois. Sem contar o ator Chris Hemsworth, que encarnou com louvor o papel de Thor, e os outros atores, extremamente competentes em suas interpretações. O deslize acontece nos minutos finais, com a ação acontecendo rápido demais, passando a impressão de que os produtores gastaram tempo demais contando a história e precisaram correr para amarrar as pontas soltas. Mas a promessa de fazer de Thor “um filme épico” foi cumprida! É um dos melhores do ano, sem dúvida!

Cartão postal animado

1 – Rio – Uma graça de animação. Leve, gostosa de ver, com uma trilha sonora dançante e bem tropical e, claro, as belíssimas paisagens cariocas retratadas de forma não menos do que perfeita! Mais do que uma belíssima homenagem do brasileiro Carlos Saldanha (também responsável pela franquia A Era do Gelo) ao seu país de nascença, mais especificamente à cidade que é cartão postal do Brasil, Rio é uma declaração de amor. Colorida e apaixonada. Simplesmente obrigatório!

Evidentemente, nem tudo são flores. Há também alguns espinhos cinematográficos que tivemos que engolir. Algumas bombas deixaram a impressão de “Hã?!? O que eu vim fazer nesta sala escura?”. Eis alguns deles:

Não me crucifiquem. Eu tentei...

Lanterna Verde – Uma tragédia anunciada. A empolgação de que a DC Comics ia explorar outros personagens do seu rico portfólio além do Batman e Superman foi por água abaixo quando surgiram as primeiras notícias sobre a produção. O grande problema com Lanterna Verde é o péssimo roteiro, porque o filme tem bons efeitos especiais e um visual bem bacana de Oa, lar dos Guardiões do Universo. A Warner investiu pesado para fazer um grande blockbuster que arrasasse no visual, mas jogou tudo pelo ralo com erros conceituais – um dos requisitos para ser um Lanterna Verde é ser capaz de superar o medo e nos foi apresentado um Hal Jordan covarde e inseguro -, vilões sem graça (o monstro Parallax é a personificação do medo, mas parece apenas uma fumaça preta, enquanto que Hector Hammond é tão carismático quanto um chuchu cozido), e uma história fraca e sem sentido. Alguns críticos e fãs jogaram toda a culpa em cima do ator Ryan Reynolds, mas ele até que se esforçou. Mas não dá pra ser herói sozinho. Nem no filme.

Vai um banho de sangue aí?

Conan, o Bárbaro – Quando a gente pensa que nenhum filme pode ser pior que Lanterna Verde, somos brindados com esta barca furada vinda diretamente da Ciméria. E, novamente, a culpa não foi do ator Jason Momoa, como muita gente colocou. Ele encarnou muito bem o bárbaro truculento. Comparações com Arnold Schwarzenegger, apesar de inevitáveis, são injustas, já que cada um é único. O problema de Conan está no excesso de sangue e violência e na péssima direção de Marcus Nispel. Não que um filme de Conan não vá ter sangue e violência, evidentemente. O problema está no excesso e em várias cenas que poderiam poupar nossos estômagos. E nosso ingresso também.

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