Crítica: Os Muppets

Em cartaz desde o último final de semana, Os Muppets traz de volta os bonecos criados por Jim Henson na década de 50, que se tornaram um grande sucesso de 1976 a 1981, quando esteve no ar o Muppet Show, programa que apresentava números teatrais mesclados com música e sketches com os personagens, sempre com um convidado especial “humano”, anunciado efusivamente na abertura pelo mestre de cerimônias Caco, o sapo (que a Disney determinou que deve ser chamado pelo seu nome original, Kermit).

Christopher Reeve, Mark Hamill, Vincent Price (acima), Elton John, Lynda Carter, Alice Cooper (abaixo) e os Muppets

Só para citar alguns, passaram pelo palco do Muppet Show artistas como Elton John, Charles Aznavour, Peter Ustinov, Vincent Price, Christopher Reeve, Lynda Carter, Kenny Rogers, Liza Minelli, Diana Ross, Sylvester Stallone e o roqueiro Alice Cooper entre outros. Entre uma atração e outra, o show mostrava a agitação dos bastidores, como se fosse mesmo um show teatral, com Caco correndo para preparar os “artistas” e seus “números” enquanto sempre saía alguma piadinha nonsense nessa bagunça.

Gary (Jason Segel) e seu irmão Walter

Todo esse clima está de volta no novo filme da Disney, que conta a história de Gary e Walter, dois irmãos praticamente inseparáveis. Até aí, nada incomum, a não ser pelo fato de que Gary é humano (o ator Jason Segel, que também escreveu o roteiro do filme) e Walter é um muppet. Pelo fato de ser um boneco, Walter não acompanhou o ritmo do crescimento do irmão mais velho e isso o tornou um tanto solitário… até que ele descobriu o Muppet Show na TV e se encantou com o universo das marionetes. Seu maior desejo era conhecer os Estúdios Muppet, em Los Angeles, sonho que foi realizado quando Gary decidiu comemorar seu aniversário de namoro com Mary (Amy Adams) na cidade e levou Walter junto.

Tex Richman (“homem rico”) e seus capangas de risada maléfica

Mas as coisas não saíram como o previsto. O tempo fez com que os Muppets se tornassem ultrapassados e os estúdios estão prestes a serem fechados. Sem querer, Walter escuta uma conversa em que o o empresário Tex Richman (Chris Cooper) diz que pretende comprar o terreno e destruir os estúdios para procurar petróleo no local. Começa então uma corrida contra o tempo para encontrar Caco e convencê-lo a reunir todos os Muppets para a realização de um último show a fim de arrecadar a quantia necessária para a hipoteca do local, avaliada em 10 milhões de dólares.

Miranda Piggysley

Como cada um seguiu sua própria vida após o encerramento do programa, o grupo os encontra em situações inusitadas: o urso Fozzie se tornou um humorista decadente; Gonzo, um empresário de sucesso, Animal faz terapia para controlar seu instinto agressivo e a sempre charmosa Miss Piggy se tornou uma editora de moda de uma revista em Paris – numa clássica homenagem à atriz Meryl Streep e sua inesquecível Miranda Priestley de O Diabo Veste Prada. 

Caco organiza um telethon para salvar o estúdio

O filme é recheado de gags de metalinguagem que demonstram que os personagens sabem que estão num filme (o Robô Anos 80 e a viagem pelo mapa são as mais impagáveis) e vários números musicais (que podem se tornar um pouco cansativos para quem não entra no clima do Universo Muppet) e conta também com a participação de vários astros de Hollywood (não vamos revelar quem são para não estragar a diversão). Embora a maioria das piadas só faça sentido para quem já conhece os personagens, isso não tira o encanto dos bonecos para o público infantil. Por sinal, a graça da “volta” dos Muppets está exatamente na sua simplicidade e inocência diante dos tempos modernos: o filme brinca com isso, colocando como o programa mais popular da TV um reality chamado Socando o Professor, que mostra crianças batendo nos seus mestres. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Os velhinhos Statler e Waldorf também voltaram. Resmungando, claro!

A trama é clichê e todos sabemos como vai terminar, mas o filme tem o mérito de ensinar valores como a importância da amizade, da autoestima e de saber escolher aquilo que é relevante na vida. Nada mais oportuno nos dias atuais. Melhor ainda quando esses valores são transmitidos de forma lúdica como só os Muppets sabem fazer, agradando o público independente da sua idade.

Walter se preparando para “atuar” com Mary (Amy Adams)

Em tempo, o termo muppet é uma fusão dos nomes marionette e puppet (boneco). Ah, antes do filme tem um curta de Toy Story. Não é o melhor da Pixar, mas é Toy Story e isso basta.

Cotação: 

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7 comentários

  1. Oieeee eu assisti, relembrei muitas coisas bacanas desta turma impagavel. Só a dublagem que deixou muito a desejar, trocaram as vozes do Caco e principalmente da Miss Piggy dubrado por um homem, ficou um horror. Não sei se voce sentiu a mesma falta. Bem sobre o filme é aquilo que já se esperava. Um abraço ao amigo Mutante X

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