Planeta dos Macacos – A Origem mostra o começo do fim

A convite da Fox, O X da Questão esteve na exibição exclusiva para profissionais de imprensa do filme Planeta dos Macacos – A Origem e traz as impressões sobre a produção, que resgata uma famosa franquia de cinema e TV. Em 1968, chegava aos cinemas o longa-metragem O Planeta dos Macacos, que mostrava um futuro apocalíptico da Terra, onde restaram poucos seres humanos e o planeta é dominado por uma raça de símios falantes. Uma das cenas mais marcantes desta produção é o ator Charlton Heston cavalgando numa praia deserta, com metade da Estátua da Liberdade enterrada na areia. O filme gerou mais quatro continuações: De Volta ao Planeta dos Macacos (1970), A Fuga do Planeta dos Macacos (1971), A Conquista do Planeta dos Macacos (1972) e A Batalha do Planeta dos Macacos (1973).

O futuro não é agradável

A temática continuou despertando o interesse do público e, em 1974, a franquia ainda rendeu uma série de TV com 14 episódios e uma série animada com mais 13 episódios no ano seguinte, sem contar nas várias versões em quadrinhos. Vinte e seis anos depois, em 2001, o diretor Tim Burton ressuscitou a franquia e deu sua visão sombria sobre o primeiro longa, com Mark Wahlberg no papel principal. Apesar dessa longa trajetória, nenhum desses filmes contou o que aconteceu para que o futuro dominado pelos macacos acontecesse.

Queria usar meu planador de duende, mas não deixaram...

O Planeta dos Macacos – A Origem (com estreia no Brasil para o dia 26 de agosto) vem para responder essas perguntas, voltando ao “passado” para revelar como tudo começou. James Franco interpreta o Dr. Will Rodman, um renomado cientista da empresa de engenharia genética Gen-Sys. Rodman está empenhado em descobrir a cura para o Mal de Alzheimer, doença que acometeu seu próprio pai, Charles (John Lithgow). Para isso, ele desenvolve um vírus benigno que regenera o tecido cerebral humano danificado e usa chimpanzés como cobaias.

Sr. McGee, por favor, não me irrite.

Um dos experimentos foge ao controle e, para evitar mais complicações, os cientistas são obrigados a sacrificar todas as cobaias. Uma delas, porém, estava grávida e deu à luz um pequeno chimpanzé que Rodman fica com pena de sacrificar e passa a criá-lo em casa. Batizado como César, o pequeno macaco herdou o vírus de sua mãe e apresenta inteligência acima da média. Um acidente, porém, leva César para longe da paz do seu lar e o coloca em cativeiro onde um cruel tratador (interpretado por Tom Felton, o Draco Malfoy de Harry Potter) e outros macacos selvagens vão despertar nele um sentimento de revolta.

Adivinhe quem vai levar um Avada Kedavra dos macacos...

A homenagem dos roteiristas à antiga série fica por conta da rápida aparição de uma cobaia chamada Cornélia. Além disso, algumas brincadeiras são mostradas, como César imitando a clássica pose do Pensador de Rodin ou o anúncio do filme Fuga de Alcatraz durante a rebelião dos símios na ponte Golden Gate. Até mesmo King Kong é lembrado.

Captura de movimento dá humanidade ao personagem

O filme usa a mesma tecnologia utilizada em Avatar para dar realismo às cenas com os macacos e ao ambiente em que eles aparecem. Diferente das produções anteriores, nas quais os atores usavam máscaras, esta versão utilizou a tecnologia de captura de movimentos, dando muito mais realismo às expressões de César, que transmite alma e sentimento com o olhar. Com isso, o espectador é levado a se envolver com as situações injustas as quais César é submetido, criando um clima de tensão que vai do começo ao fim do filme.

Quero colinho

É um ingresso num mundo selvagem onde impera a lei do mais forte, que nos leva a questionar se o mundo dos homens é tão diferente do mundo dos primatas. Valores éticos são colocados em xeque nesta produção, que mostra o que acontece quando o homem brinca de ser Deus sem impor limites aos seus atos. Se Charles Darwin vivesse hoje, sua teoria da evolução seria invertida.

Cotação: ****

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