Kung Fu Panda 2 mantém o ritmo do original

Após assistir os primeiros minutos de Kung Fu Panda 2 – em cartaz nos cinemas brasileiros desde a última sexta-feira, dia 10 – a impressão era que tinha gastado um ingresso pra ver mais do mesmo: um vilão maldoso ao extremo que volta ao vilarejo onde vive Po (agora uma celebridade, desde que foi escolhido para ser o Dragão Guerreiro no primeiro longa) para retomar o lugar que é seu por herança. Piadas sem graça e um roteiro previsível que antecipava o final já no início do filme, nem parecia que se tratava de uma produção da DreamWorks, a mesma que fez obras-primas como Shrek, Madagascar, Bee Movie e até mesmo o primeiro Kung Fu Panda com a impagável cena do treinamento com o bolinho.

Coreografia do pavão lembra dança com leques

No entanto, assim como não se deve julgar um livro pela capa, não se pode julgar um filme pela sua primeira meia hora. Embora a premissa seja idêntica à do primeiro filme – ao invés de um tigre, desta vez o vilão que volta para retomar seu lugar é um pavão, dublado na versão original pelo veterano Gary Oldman – desta vez Po, já dominando a arte do Kung Fu, descobre que seu pai o adotou ainda bebê – é exatamente aí que reside a grande piada, pois o fato causa surpresa em todos, mesmo Po sendo um urso e seu pai, um ganso.

"Pergaminho diz que é hora de lavar carro e encerar chão"

Na busca por suas origens, Po terá que confrontar o maléfico Lorde Shen e sua horda de lobos sombrios para destruir a arma que tem o poder de acabar com o Kung Fu. Para isso, ele conta com a ajuda dos Cinco Furiosos – Tigresa, Macaco, Garça, Víbora e Louva-a-Deus – e a sabedoria milenar chinesa ensinada por Mestre Shifu, no melhor estilo “Karatê Kid” de ser. O filme é previsível, sim: no desenrolar da história, dá pra imaginar o que aconteceu com Po quando bebê e até mesmo como ele vai derrotar o vilão. Mas também é ágil, inteligente e tão divertido quanto o original, com boas cenas de perseguição e luta.

O segredo é manter o equilíbrio

Os tediosos momentos iniciais são substituídos por hilariantes cenas como a que Po usa seu “modo de invisibilidade” para passar por um vilarejo repleto de lobos ou quando ele tenta libertar da prisão Mestre Boi e Mestre Crocodilo, duas referências do Kung Fu, quase tão importantes quanto os Cinco Furiosos.

Os bandidos que se cuidem!

Além disso, Kung Fu Panda também homenageia os filmes de artes marciais ao contratar dois ícones deste gênero para o elenco estelar de vozes, com Jackie Chan repetindo o papel de Macaco e Jean-ClaudeVan Damme como Mestre Crocodilo. O elenco conta também com os talentos de Jack Black (Po), Angelina Jolie (Tigresa), Seth Rogen (Louva-a-Deus), Lucy Liu (Víbora), David Cross (Garça) e Dustin Hoffmann (Mestre Shifu). Diversão garantida!

Dá pra não se apaixonar por um bebê tão fofo?

Cotação: ****

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