“Lanterna Verde: Cavaleiros Esmeralda” antecipa filme do herói

No último dia 7, chegou às lojas americanas, a mais nova animação da DC Comics: Lanterna Verde: Cavaleiros Esmeralda. Difícil não imaginar que o desenho foi uma estratégia de marketing da emissora para atrair a atenção do público para o filme do herói, que chega aos cinemas americanos na próxima sexta-feira (aqui no Brasil, o filme sofreu um atraso de dois meses e estreia em 19 de agosto). Independente disto, a DC vem fazendo um trabalho excelente com desenhos em longa metragem lançados diretamente para o mercado de DVD, adaptando  as melhores histórias em quadrinhos com qualidade superior à própria obra original ou mesmo criando aventuras inéditas sem perder o nível.

Jordan narra as histórias da Tropa

Com Cavaleiros Esmeralda não é diferente. O desenho adapta cinco aventuras do Lanterna Verde contadas numa única história pelo próprio Hal Jordan à sua “aluna” Arísia, Lanterna Verde em treinamento. A história começa com a morte de uma Lanterna Verde, causada por seres de antimatéria, quando esta foi investigar uma anomalia no sol de Oa, o planeta-sede dos Guardiões do Universo. Percebendo que se tratava de Krona, um antigo inimigo, que desejava vir do universo de antimatéria para o nosso através de um portal no sol, os Guardiões decidem evacuar o planeta como precaução, enquanto manda todos os lanternas montarem guarda em estações de observação no espaço.

Força de vontade condensada

Enquanto carregam seus anéis e se dirigem às estações, Hal conta a Arísia sobre os primórdios da Tropa e recorda a história de alguns de seus principais membros. As cinco pequenas histórias são adaptadas de antigas HQs da Tropa exceto a primeira delas. Em O Primeiro Lanterna Verde é contado como os Guardiões utilizaram a luz verde da Força de Vontade para forjar quatro anéis energéticos e os concedeu a valorosos guerreiros. Porém, um dos anéis escolheu Avra, o escrivão dos Guardiões, como usuário. Sem ter o perfil de guerreiro, Avra teve que aprender como ser um Lanterna Verde na prática.

Em alerta, poozers!

Em seguida, Jordan conta a origem de Kilowog, aventura que foi adaptada da história New Blood, publicada no Brasil em A Noite Mais Densa 5 e mostra como o bolovaxiano deixou de ser um recruta para se tornar o treinador da Tropa. A história seguinte, Laira, é adaptada de What Price Honor? inédita no Brasil e publicada na revista Green Lantern Corps Quarterly 6. A trama apresenta um planeta dominado por um tirano que não é ninguém menos que o próprio pai de Laira, recém-admitida na tropa.  A jovem deve escolher entre seguir os laços familiares e permitir que a tirania do pai continue ou cumprir sua função como membro da Tropa e salvar o planeta.

Laira deve enfrentar o próprio pai

Mogo Doesn’t Socialize é a quarta aventura, que foi publicada no Brasil no encadernado Grandes Clássicos DC 9 – Alan Moore e mostra o mais exótico dos Lanternas Verdes. Quando o conquistador Bolphunga ouve falar do Lanterna Mogo, que nunca foi derrotado por ninguém, ele se propõe a provar quem é o mais poderoso e vai à procura do guerreiro esmeralda num planeta desconhecido. Quando ele descobre quem é Mogo, percebe o motivo dele nunca ter sido derrotado e de Mogo “não se misturar” com os outros membros da tropa.

Tropa em formação

Finalmente, em Abin Sur, adaptado da HQ Tygers, publicada no mesmo encadernado, o antecessor de Hal Jordan confronta Atrocitus e o leva para o planeta-prisão de Ysmault, onde o Lanterna Verde fica sabendo de um futuro negro para si mesmo e para a Tropa. Após as reminiscências, é hora dos Guerreiros Esmeralda se unirem para impedir que Krona invada nosso universo.

No dia mais claro...

Com boas cenas de ação e uma história que amarra perfeitamente os trechos isolados, o desenho funciona bem como um prelúdio para o longa-metragem no cinema, na medida em que foca em apresentar a Tropa dos Lanternas Verdes e sua função no Universo. No entanto, essa premissa pode ser exatamente o que torna o desenho pouco atrativo para os que não conhecem os personagens, principalmente o público-alvo dos desenhos animados, que são as crianças. O fato de não se focar em nenhum personagem específico, mas em todos ao mesmo tempo, pode ser um tanto quanto confuso para quem não está acostumado com as aventuras nos quadrinhos. Sem contar que os personagens focados nas histórias paralelas, secundários e desconhecidos, podem fazer com que o desenho não atinja seu objetivo.

De qualquer forma, Lanterna Verde: Cavaleiros Esmeralda é um desenho que mantém o nível das produções animadas da editora e que não podem faltar na estante dos fãs. É um excelente aperitivo para aguardar a chegada do live action em tela grande e acompanhar a batalha desses personagens de aparência estranha, mas com coração de guerreiro.

Cotação: ****

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