DC em crise

A notícia caiu como um meteoro de kryptonita no meio quadrinístico na tarde de ontem. A DC anunciou mudanças radicais para suas revistas a partir de agosto deste ano, quando termina, lá nos Estados Unidos, a saga Flashpoint. Aliás, a DC já tinha anunciado que a saga iria modificar todo o universo DC, mas ninguém esperava que tais mudanças fossem alterar o universo “físico” também, principalmente porque “sagas que modificam todo o universo” já são comuns na editora e, no fim, tudo volta a ser como era antes.

Crise nas Infinitas Terras: o "recomeço" da DC que hoje não vale mais nada.

Mas afinal, que mudanças bombásticas são essas? Explico: a editora de Superman e Cia. anunciou que, a partir de 31 de agosto, o seu universo irá receber um reboot e todas as revistas vão recomeçar do número 1. Serão 52 títulos zerados – número que tem aparecido constantemente nos títulos, desde a publicação da saga 52, em 2006 – e os personagens também sofrerão mudanças profundas, como o ícone da casa, o Superman: ele terá sua idade reduzida (será que o casamento dele com Lois Lane será mantido ou “apagado”, como fizeram com um certo aracnídeo da concorrente?). Vários heróis terão a origem recontada, algumas delas serão diferentes daquela que os leitores estão acostumados e outros heróis simplesmente deixarão de existir (mais uma vez: alguém já viu isso há exatos 25 anos atrás, quando chegou aqui no Brasil a saga Crise nas Infinitas Terras?).

A mudança atingirá até mesmo o design dos uniformes dos heróis, que serão redesenhados, ganhando um visual mais contemporâneo e realista. A estratégia, claro, visa chamar a atenção e atrair novos leitores, mas fica a pergunta: será que era necessário alterações tão radicais? Depois de tantas “crises” para acerto de cronologia, será que era preciso começar do zero novamente? Por que a editora se deu ao trabalho de, nos últimos anos, acertar a numeração de seus títulos para lançar edições comemorativas de número 500, 600, 900, para depois recomeçar do número 1?

Jim Lee (esq.) e Geoff Johns: os responsáveis pelo recomeço

Bem, nem tudo são tristezas… há também o anúncio de que a DC lançará, junto com o número 1 de Justice League, as edições digitais. Por sinal, dizem os manda-chuvas da DC que este recomeço é exatamente para marcar o início dos títulos digitais – o que até faz um certo sentido, afinal, fica bem mais coerente lançar uma revista digital número 1 do que uma número 645. Os envolvidos com a revolução são o roteirista Geoff Johns (responsável por excelentes histórias como A Guerra dos Anéis, Origem Secreta, Noite mais Densa e a própria Flashpoint) e o desenhista Jim Lee (que, entre outras coisas, foi o responsável pela mudança recente de uniforme da Mulher-Maravilha).

Boas histórias certamente virão depois disso. Porém, resta a dúvida se tudo isso era necessário e se a estratégia atrairá, de fato, novos leitores ou espantará aqueles que já têm. A experiência nos diz que tudo voltará ao que era antes em pouco tempo, embora os editores digam que não. Personagens com 75 anos de história não são mudados assim, de uma hora para outra, porque a essência daquilo que foi feito em todas essas décadas permanece na memória dos leitores. O tempo dirá quanto vai durar essa fase.

Triste Realidade

O que é Flashpoint

Flashpoint: o começo do fim. E vice-versa

A saga, que tem início em junho, traz o Flash como protagonista e trata de uma crise (ahã, Cláudia!) na linha temporal, em que os heróis deixam de existir. Cabe ao velocista descobrir em que ponto do tempo aconteceu essa dissonância e restaurar tudo ao que era antes. Algo que, como já sabemos, não vai acontecer como deveria. Por sinal, filme semelhante foi visto em 1988 com o nome de Zero Hora. Lembram?

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2 comentários

  1. Tio.
    O pior burro é aquele que nunca aprende.
    Vai ter nova Supergirl?
    Vão denegrir Thomas Wayne de novo?
    Vão ressuscitar o romance so Super S com a Lana Lang?
    Vão matar o Alfred de novo?
    Vão matar o Ras definitivamente de novo?
    Vão arrumar outro grande e primeiro amor do passado para Bruce Wayne?
    Vão arrumar outra origem para a Mulher Maravilha? Aliás a Rainha Hipólita devia ser uma grnde piranha, só nos últimos anos eu contei 04 pais da Diana.
    Etc.etc.

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