Saído do Forno: Future Foundation 1

Chegou este mês às bancas americanas a primeira edição da nova revista do Quarteto Fantástico: Future Foundation (ou Fundação Futuro). A revista é importante por vários motivos: primeiro, porque é um recomeço para a primeira HQ de super-heróis da Marvel, desde que a editora adotou este nome (antes, ela era chamada de Timely Comics). Segundo, porque é um reinício para a equipe, após a comentada morte do Tocha Humana na saga Three. Finalmente, porque marca o ingresso do Homem-Aranha no grupo e a estreia de seu novo uniforme, branco e preto.

Festival de capas diferentes

Para chamar a atenção, a primeira edição chega com nada menos do que nove capas diferentes: uma desenhada por Steve Epting (que também é o desenhista da HQ), a segunda, por Marko Djurdjevic, destacando o Sr. Fantástico em imagem individual; a terceira, em um traço mais infantilizado, de Stan Goldberg e Joe Sinnott; a quarta, no traço de Daniel Acuña; a número 5 é toda branca e traz apenas o logotipo da revista (não me perguntem por que diabos alguém resolve fazer uma capa sem desenho. Greve do desenhista, talvez…); a sexta, de Gerald Parel traz o Quarteto Terrível e o logotipo comemorativo dos 50 anos do Quarteto; a sétima é uma capa folder com todos os personagens retratados individualmente, com arte de Marko Djurdjevic; a oitava repete a arte de Steve Epting, mas com um logotipo que usa o mesmo tipo de letra usado na revista Fantastic Four e, finalmente, a nona veio com a segunda tiragem e traz arte de Ed McGuiness homenageando a capa de Fantastic Four 1, de 1961. Ufa!!

Reimpressão traz homenagem a Fantastic Four 1

Por tudo isso, a edição tem todos os elementos para ser um arraso, certo? Mais ou menos… Todos, menos um roteiro empolgante. Claro que se trata do primeiro número e é preciso situar o leitor (lembrando que o número 1 sempre atrai novos leitores, que nunca tiveram contato com os personagens). A equipe ainda está digerindo a morte do colega e tentando se reerguer. Por sugestão dada pelo próprio Tocha antes de morrer, o Homem-Aranha é convidado para fazer parte do grupo e recebe um novo uniforme com moléculas instáveis que atende a seus comandos mentais e pode mudar de cor e tamanho (mais ou menos como acontecia com o traje alienígena, quando ele ainda não tinha descoberto que se tratava de um simbionte). O design foi criado pela Mulher Invisível que aboliu a cor azul por achar que “este é um mundo preto e branco”.

Homem-Aranha recebe, surpreso, um novo uniforme

Com a chegada de novos moradores ao Edifício Baxter, a sede do Quarteto foi mudada para ser mais do que apenas um quartel general. A partir de agora, será um centro científico de pesquisas onde todos trabalham em prol de melhorias de vida para as pessoas usando a ciência. Entre os membros da Fundação Futuro estão: Nathaniel Richards (pai de Reed), o Homem-Dragão (androide que agora é inteligente), Alex Power (o Gravitron do Quarteto Futuro, amigo de Franklin Richards), Leech (mutante com o poder de anular poderes de outros mutantes), Bentley 23 (clone infantil do vilão Mago que está sob a tutela de Reed), Artie (mutante capaz de projetar seus pensamentos), além de alguns membros da raça Ul-Uhari e dos moloides, servos do Toupeira. Completam a equipe o filho de Reed e Sue: o adolescente Franklin e Valéria, a caçula, que herdou a inteligência do pai.

Jantar em família

Como cientista, o Homem-Aranha chega para atuar em duas frentes: tanto auxiliando nas pesquisas como combatendo os inimigos que ameaçam o planeta, ao lado do Sr. Fantástico, Mulher Invisível e Coisa. O primeiro deles é o Mago, que foge da prisão da Gruta, auxiliado pela I.M.A. (Ideias Mecânicas Avançadas), obrigando os heróis a irem até o local para tentar resolver o problema, sem sucesso. Em seguida, após um jantar em família, Reed e Nathaniel são apresentados a um novo membro que chega para fazer parte da Fundação, vindo direto da Latvéria.

Adivinhe quem chegou para jantar...

Como primeira edição, Fundação Futuro deixou um pouco a desejar no quesito aventura, além de uma participação apagada do Homem-Aranha, que foi usado como chamariz para a edição mas não correspondeu à expectativa. Mas, como já foi dito, por se tratar do  número de estreia e ser necessário situar os leitores novos no contexto, talvez o roteiro engrene a partir da próxima edição.

O excesso de personagens é um problema a ser tratado. A primeira edição traz um gráfico explicando quem é cada um, mas se o roteirista Jonathan Hickman não souber lidar com todos eles, corre o risco de confundir o leitor e fazer com que este perca o interesse no novo título. Seria um futuro muito triste para o primeiro grupo de heróis da Marvel.

Gráfico apresenta todos os personagens

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11 comentários

  1. Ah, legal. Tinha visto mesmo, há algum tempo [se nao me engano no ano passado], que essa equipe seria formada após a morte do Tocha. Só nao entendi porque disse que essa é o primeiro grupo de Heróis da Marvel… e os Vingadores? Deve estar se referindo a um grupao tipo a Liga né?
    Mas vamos aguardar as próximas ediçoes pra ver se a galera adere.

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