Paixão e morte de Adam Warlock

Nesta Semana Santa, em que recordamos os eventos que levaram à paixão e morte de Jesus Cristo, nada melhor que relembrar um momento de (falta de) criatividade da Marvel, quando utilizou a consagrada história do Salvador como roteiro para uma aventura do personagem Adam Warlock.

Morra de inveja, Leonardo Da Vinci!

Foi nas edições 176 a 178 da revista Incredible Hulk (1973), nas quais o Gigante Verde foi transportado para a Contraterra, o planeta semelhante ao nosso e construído pelo Alto Evolucionário nas mesmas coordenadas que a Terra, porém no extremo oposto ao Sol. Ele chega no meio de uma revolta, em que o Homem-Fera (uma das criações do Evolucionário) assume o poder no planeta e captura Adam Warlock, que vinha livrando o local de várias ameaças e tinha recebido o reconhecimento da população local.

Um julgamento forjado condena Adam Warlock à morte.

Não demora para o Hulk fazer amizade com o herói dourado e se torna uma força extra para ajudar a depor o tirano. No entanto, prevendo a ações de Warlock e seus seguidores, o Homem-Fera coloca um chip no Hulk sem que ele saiba o que dá a localização do esconderijo dos rebeldes. A partir daí, começa uma sucessão de eventos copiados dos fatos históricos: Warlock realiza uma ceia com seus amigos, é “traído” pelo Hulk (mesmo que involuntariamente), é condenado por um julgamento forjado e morre preso num equipamento que se assemelha a uma cruz.

Qualquer semelhança NÃO é mera coincidência

Três dias depois, o herói ressurge muito mais poderoso e dá cabo da ameaça do Homem-Fera, revertendo-o à sua forma primitiva. Resolvida a questão, Warlock deixa a Contraterra para viver outras aventuras espaciais, prometendo jamais deixar os corações dos habitantes. O roteiro é tão descarado que nem mostra o Hulk voltando para a nossa terra. Ele é deixado lá, num planeta distante, enquanto Warlock tem sua “ascensão”.

De volta à vida, o herói restaura a esperança nos corações e parte rumo aos céus. Já viu esse filme?

Esta aventura foi escrita por Gerry Conway, um do mais importantes roteiristas da Marvel, responsável por vários clássicos nos anos 1970. Porém, nessa aventura tripla do Hulk ele, decididamente, não estava em seus melhores dias. A arte ficou a cargo de Herb Trimpe, importante artista do Gigante esmeralda. No Brasil, esta história foi publicada na edição especial A Saga de Thanos 4 (Ed. Abril, Nov/1992).

Não baba, não, Hulk!

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2 comentários

  1. Meeeeeuuu…. eu tinha visto a história em que o adam encontra o Hulk e essa figura dele confraternizando com o verdão… já tinha até sacado a alusão à Jesus, mas me passou batido essa cena dele na mesa com seus ‘discípulos’ = P

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