Saído do forno: Osborn

Chegou em janeiro, nas comic shops americanas, o primeiro número de cinco de uma minissérie que tem o maior inimigo do Homem-Aranha como protagonista. A mini Osborn mostra que, mesmo na prisão de segurança máxima, o vilão exerce sua influência sobre o Governo e sobre a sociedade, de modo que consegue um “jeitinho” para se safar de sua condição e manipular o Sistema. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Morte de Gwen Stacy: um dos momentos mais dramáticos na carreira do Aranha

Desde que foi criado, em 1964, Norman Osborn se tornou uma pedra no sapato do herói aracnídeo e, pouco a pouco, foi mostrando que era mais que um empresário corrupto e inescrupuloso. Responsável pela morte de Gwen Stacy, o grande amor da vida de Peter Parker, o Duende Verde é mentalmente instável (insano seria o termo correto) e tem uma obsessão pelo poder. Ele se aproveitou de um período em que os heróis estavam abalados física e mentalmente – nem bem se recuperaram da Guerra Civil, onde lutaram uns contra os outros, e já tiveram que lidar com a Invasão Secreta, na qual os skrulls se infiltraram entre a comunidade heroica – para salvar o planeta, matando a rainha skrull e se fazendo de herói aos olhos do povo e do Governo.

De inimigo público a herói nacional

Durante um tempo, Osborn foi o manda-chuva mais respeitado do país. Desmantelou a SHIELD (agência governamental de segurança) e fundou a sua própria equipe, o MARTELO, tornando-se o responsável pela segurança dos Estados Unidos. Com isso, virou super-herói – o Patriota de Ferro, uma mistura de Homem de Ferro com Capitão América – criou uma equipe de Vingadores formada por vilões (mas utilizando nomes de super-heróis conhecidos) e passou a perseguir todos os heróis que não lhe obedeciam, manipulando os fatos e controlando pessoas no poder, para que aparecesse sempre como uma pessoa preocupada com o bem estar mundial.

Essas grades podem conter meu corpo, mas não meu ego!

Não tardou e a megalomania de Osborn foi desmascarada pelos heróis, que revelaram à opinião pública a verdadeira face do vilão, mandando-o pra cadeia. É exatamente esse o ponto de partida da minissérie. O primeiro número mostra que, enquanto aguarda o veredicto da Justiça, Osborn consegue ser transferido de cela antes da decisão do juiz e vai parar numa prisão onde se encontram criminosos impossíveis de serem controlados (um alienígena, uma entidade demoníaca, um deus com aparência de aranha e uma mulher alterada geneticamente, cujas experiências resultaram na morte de milhares de pessoas).

Corrupção e manipulação do Sistema são tratados na minissérie

Ao mesmo tempo, a jornalista Norah Winters tenta, sem sucesso, levantar informações para a publicação de um dossiê sobre Osborn no jornal Linha de Frente. Há também o surgimento do obscuro Culto do Duende, uma seita que conta até com um padre entre seus membros e cujos objetivos serão definidos nas próximas edições, mas que, obviamente, trabalham pela libertação do criminoso.

A série conta com argumentos de Kelly Sue Deconnick e arte de Emma Rios e mostra por quê Norman Osborn é um dos mais impiedosos vilões do Universo Marvel. Os leitores podem se preparar, porque o Duende ainda vai infernizar a vida do Homem-Aranha por muito tempo.

Ele está tramando algo. Aguarde!

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