Top 10 – As 10 melhores HQs de 2010

E aqui está mais um Top 10 com gostinho pop e com a cara do nosso blox. E mais uma vez, uma listinha das melhores revistas em quadrinhos que eu li durante o ano, portanto, aquela sua HQ que você achou o máximo e que a crítica também está elogiando, provavelmente não vai estar aqui. Aliás, faço um adendo: gostaria muito de ler outras HQs fora do universo Marvel e DC, mas infelizmente, por falta de grana, atenho-me àquelas que fazem parte da minha coleção. Pelo número de revistas que saem hoje em dia, é impossível ler tudo e colecionar tudo também (aí já não é falta de dinheiro, é falta de casa mesmo… pq a minha já não tem mais lugar pra colocar. heheheheh…). Só não leio mangás por questão de gosto pessoal (ou desgosto, no caso).

Vale dizer que 2010 foi um ano muito bom na área e as editoras investiram em muita coisa boa. A Panini investiu bastante no público com maior poder aquisitivo e lançou uma série de encadernados bacanas e a Editora Abril está se recuperando de uma fase ruim e ressuscitando o Universo Disney e, para 2011, também o universo dos super-heróis (ela vai publicar as revistas da DC baseadas nos desenhos animados Liga da Justiça, Turma Titã e Batman: Os Bravos e os Destemidos). Apesar de parcialmente, já que a Panini detém os direitos principais, é uma boa notícia. Mas nosso assunto é 2010, então, aí vai a lista do que de melhor foi publicado neste ano – ressaltando novamente que a lista não se encerra em si mesma.

Sátira a grandes filmes

10 – Clássicos do Cinema – Revista bimestral da Turma da Mônica que satiriza sempre um grande filme e garante hilárias situações – evidentemente para quem assistiu o filme e reconhece as referências. O ano começou com o Cascão interpretando o Homem-Aranho. Depois, no embalo da estreia de Alice nos cinemas, tivemos Magalice nos País das Melancias, de longe a melhor de todas, seguida por Transfofos (fraquinho), o Galodiador (com Chico Bento), Coelhada nas Estrelas 3 – O Retorno do Jedito, encerrando a trilogia e Panterelas. Muita criatividade da equipe de Mauricio de Sousa e garantia de boas risadas.

Nova fase da revista valorizou os personagens

09 – Avante Vingadores! – A partir da edição 41, a revista ganhou mais páginas e passou a ser bimestral. Com isso ganhou um novo fôlego, passando a publicar sagas completas da maior superequipe da Marvel. Bom para o leitor, que não tem que ficar meses aguardando a conclusão de uma história. Com a saga Reinado Sombrio em pleno andamento, os leitores puderam ver as repercussões disso na vida dos maiores heróis do Terra. O único porém é o excesso de “vingadores” que existe atualmente no Universo Marvel. É Poderosos Vingadores, Novos Vingadores, Jovens Vingadores, Vingadores Sombrios, Vingadores Secretos, Academia Vingadores, Vingadores Iniciativa… Tantas equipes torna meio confuso para quem não acompanha os quadrinhos, saber quem é membro de qual grupo, já que todo herói da editora aparece em uma delas. Em breve, teremos uma Crise nos Infinitos Vingadores para unificar as equipes.

Na onda do filme, uma ótima HQ

08 – O Invencível Homem de Ferro – Na onda do filme do Vingador Dourado que estreou em maio, a Panini lançou uma revista solo do personagem. O que poderia ser um marketing furado acabou dando muito certo, principalmente pela ótima fase que o Homem de Ferro está passando. Perseguido por Norman Osborn, que se tornou o queridinho da América depois de exterminar a rainha Skrull na saga Invasão Secreta (2009), Tony Stark tenta proteger os segredos de seus colegas e evitar que sua tecnologia caia nas mãos do vilão. Como? Apagando a própria mente – uma das mais brilhantes do planeta. Ao mesmo tempo, a revista também publicou as principais minisséries que saíram lá fora, também embaladas no sucesso do filme: Homem de Ferro X Chicote Negro, Eu sou o Homem de Ferro  e Homem de Ferro: Identidade Pública.

Turma Jovem, sempre antenada

07 – Turma da Mônica Jovem – Há quem ame e há quem odeie. O fato é que a TMJ se tornou um sucesso ao fazer com que a turminha crescesse e vivesse aventuras mais teen. Prova disso é que gerou cópias malfeitas quem nem de longe consegue chegar perto do carisma da Turma da Mônica. Também gerou muitos filhos – já saíram duas edições especiais coloridas e, até o final do mês, ainda chega uma revista pôster, além da turma estampar a capa de um livro lançado na Bienal deste ano. A edição mais engraçada, sem dúvida, foi a que satiriza o filme Alice no País das Maravilhas e que saiu ao mesmo tempo que o filme de Tim Burton chegava às telas. Marketing pronto que Mauricio de Sousa sempre soube aproveitar (já leu o décimo colocado desta lista, né?).

Excelente saga, mas muito extensa.

06 – A Noite mais Densa – A saga, protagonizada pelo Lanterna Verde, prometia ser a melhor do ano. E é muito boa, de fato. Mas está na sexta colocação deste ranking pelo simples motivo de que, com oito capítulos e um excesso de tie-ins (expressão usada para designar histórias ligadas à edição original), tornou-a um tanto enrolada e cansativa. É bem verdade que Geoff Johns é um mestre na arte do roteiro e sabe amarrar bem as histórias. Mas com a extensa mitologia do Lanterna Verde – que possui dois títulos nos EUA – não há uma história que se sustente no mesmo dinamismo por muito tempo. A Noite Mais Densa caiu no que os noveleiros chamam de “barriga”, que são aqueles capítulos em que nada muda e nada acontece. O começo foi fantástico e o final promete ser bombástico. O meio é que é o problema. De qualquer forma, a saga merece estar no ranking como uma das melhores do ano, porque serviu para levantar o ibope do herói e certamente animou os produtores a fazer o filme que estreia ano que vem (lembrando que a saga foi publicada em 2009 nos EUA).

A perda da inocência

05 – Magneto: Testamento – Na linha de encadernados da Panini, a editora lançou uma série muito boa de cinco volumes. De longe, o melhor deles é o que conta a infância de Magneto, o maior rival dos X-Men. Além do excelente roteiro, que mostra todo o sofrimento do personagem nos campos de concentração nazistas, a HQ traz uma excelente reconstituição histórica desse período negro, com várias referências a personagens reais, e uma arte dramática de Carmine Di Giandomeninco. Além, é claro, de mostrar as motivações que transformaram uma criança no maior vilão que a humanidade já conheceu.

Quais os limites da justiça?

04 – Clamor por Justiça – O que acontece quando alguns dos maiores heróis do planeta, cansados de perderem seus entes queridos e verem os vilões saírem impunes de seus crimes, resolvem fazer justiça com as próprias mãos? Nesse arco da Liga da Justiça, o Lanterna Verde e o Arqueiro Verde decidem ir contra as normas morais de seus companheiros de equipe (especialmente o Superman) e formam uma “Liga da Justiça paralela”, formada por Eléktron, Supergirl, Congorila e Capitão Marvel para caçar o criminoso Prometeus. A história mostra bem o conflito que existe entre a justiça e a moral e tem um final surpreendente, mostrando que, algumas vezes, é preciso tomar atitudes das quais nos arrependemos. Tudo para que a justiça prevaleça.

Ternura e emoção em família

03 – A Nossa Música – Uma história isolada do Homem-Aranha, publicada na revista A Teia do Homem-Aranha 3 (Spider-Man Family 7, no original) traz um momento de ternura e emoção na vida do aracnídeo. Tudo começa quando Peter visita sua Tia May e começa a folhear um velho álbum de fotos, resgatando memórias de como ela conheceu seu Tio Ben. Sem supervilões, sem batalhas, até mesmo sem Homem-Aranha (ele aparece apenas em alguns momentos, em flashback), o excelente roteiro consegue prender a atenção exatamente pela simplicidade e pelo clima familiar que sempre esteve presente nas aventuras do aracnídeo. É uma história que mostra porque o Homem-Aranha é um dos personagens mais queridos e populares do mundo.

Homenagem explícita

02 – Superman: Origem Secreta – Num primeiro momento, parecia apenas “mais uma” das infinitas narrativas da origem do personagem. No entanto, o roteirista Geoff Johns (ele de novo!) conseguiu contar uma história batida de forma nova, com elementos atuais (há referências à série Smallville) sem desrespeitar a origem clássica. Além disso, há a evidente homenagem do desenhista Gary Frank ao saudoso Christopher Reeve, com os desenhos do herói com a fisionomia do ator. Só por isso, já vale a leitura. Reeve será, pra sempre, o rosto do Homem de Aço e a história só vem confirmar este fato.

Peanuts: Sempre clássico

01 – Peanuts Completo – Este é o único da lista que não cheguei a ler. Mas nem é preciso. Peanuts é um clássico e a ideia de reunir todas as tiras publicadas desde 1950 em uma coleção, por si só, já vale a primeira colocação da lista. É uma leitura simplesmente obrigatória, principalmente para as novas gerações conhecerem os personagens que, através dos anos, nunca perderam seu carisma e sua atualidade. Uma tira de 60 anos atrás, lida hoje, soa como se tivesse sido escrita há dez minutos. Embora a primeira edição tenha sido lançada no final do ano passado, este ano tivemos dois volumes e mais um box especial que reúne todos os três já lançados. Excelente iniciativa da L&PM editora. Uma pena que o preço seja bastante salgado, mas o investimento vale a pena.

HQ Mico

Assim como no cinema, as HQs também tiveram alguns micos que vale a pena esquecer. Como isso não é tão fácil assim, a gente lembra (ops!) os piores do ano:

Saga em hora errada

Homem de Ferro Anual – Hipervelocidade – A ideia parecia boa. Na carona do filme do Homem de Ferro e do novo título que estreava pela Panini, por que não lançar um especial de 180 páginas destacando o atual momento do personagem? O único problema é que o marketing da edição levava o leitor a crer que a história estava inserida no atual momento (Tony Stark sendo perseguido e apagando sua mente), mas a história não tem qualquer ligação com o momento atual. Aliás, ela é uma minissérie publicada em 2007. Não tem como não se sentir tapeado.

Sonho de consumo de 10 entre 10 fãs do Lanterna Verde

Anéis da Noite Mais Densa – Quando a série foi lançada nos Estados Unidos, a DC lançou, a cada número, um anel de uma das tropas que fazem parte da história para dar de brinde aos donos das comic shops. Isso gerou um boom nas vendas porque as comic shops compravam edições extras para ganhar os anéis e, evidentemente, ganhar com a venda dos mesmos para os fãs. A Panini anunciou a saga com grande alarde e poderia ter feito anéis para dar de brinde nas edições, uma vez que o custo não era tão alto (os anéis eram de resina e seu preço poderia ser incluído no valor de capa, sem qualquer problema). No entanto, os leitores ficaram chupando o dedo e foram obrigados a recorrer às importadoras mesmo. Bola fora da Panini, que podia lucrar muito mais e ainda alegrar uma legião de fãs.

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