Top 10 – Os melhores filmes de 2010

O ano ainda não acabou, mas já que todo mundo está fazendo a sua retrospectiva, não podíamos ficar atrás e perder audiência. hehehe… Brincadeiras à parte, preparei a seguir uma lista dos 10 filmes mais pauleira do ano de 2010, aqueles que valeram cada centavo do ingresso e que merecem ser vistos. Claro que a escolha tem a ver com o gosto pessoal e, evidentemente, com os filmes que foram vistos por este que vos escreve. Logo, tentem não xingar muito se aquele filme que a crítica elogiou pra caramba e até entrou na lista do Oscar 2011 não estiver por aqui ou se o filme que você achou horrível está listado, ok? Listas são sempre polêmicas, mas tentei ser o mais imparcial possível (lembrando que “crítica” não significa necessariamente criticar o tempo todo, como fazem muitos profissionais da área). Chega de papo e vamos ao que interessa!

Remake de respeito

10 – Karatê Kid – Já começamos mal, correto? O que um filme meia-boca está fazendo na lista dos dez melhores do ano? Talvez pelo fato dele não ser tão meia-boca quanto se tenha pregado. Sério. O filme não é ruim, embora tudo apontasse para que fosse. Ele teve, sim, alguns problemas, como a falta de carisma dos atores e até mesmo o fato do título estar fora de contexto (uma vez que o protagonista luta Kung Fu e não Karatê), mas de uma forma geral, o filme consegue agradar e fez um bom remake do clássico dos anos 80. O maior mérito é que o roteiro foi fiel ao clássico sem ficar preso a ele. Ponto para o diretor Harald Zwart.

Tão hilário quanto o livro

9 – Diário de um Banana – O filme não estreou nos cinemas (embora estivesse prometido) e deve sair direto em DVD. Mas ainda bem que temos a Internet para garantir certas produções que, sabe-se lá por qual motivo, as produtoras renegam. Divertido como o livro no qual foi inspirado, o filme conta com a excelente atuação de Zachary Gordon no papel de Greg, vivendo os problemas típicos da adolescência somados ao fato de Greg ser totalmente impopular (embora ele pense o contrário de si mesmo). As situações inusitadas garantem boas risadas.

Retomando o fôlego no final

8 – Shrek para Sempre – É verdade que as aventuras do ogro Shrek e seu amigo Burro já cansaram. Com o tempo – e a tendência de Hollywood em fazer continuações indiscriminadamente de um filme de sucesso – o que era uma boa história pode perder o rumo e descambar para o ridículo por falta de uma história boa para ser contada. Mas, no caso desta quarta (e, segundo os produtores, a última) aventura de Shrek, a coisa não foi bem assim. Depois de um terceiro capítulo morno, Shrek para Sempre recuperou o fôlego perdido e nos apresentou a um universo totalmente novo e dominado por um duende empestiado chamado Rumpelstiltskin. O filme diverte na medida certa e fechou com chave de ouro a franquia. Ou não.

É ferro!

7 – Homem de Ferro 2 – Surpreso com o filme estar tão mal colocado no ranking? Ainda mais vindo de alguém que é fã incondicional de super-heróis… Mas como dito no início, estou sendo o mais imparcial possível e reconheço que houve filmes melhores. Mas a segunda aventura do Vingador Dourado foi um arraso! Robert Downey Jr. se mostrou totalmente à vontade no papel principal e arrancou risadas da plateia na mesma medida em que as fez roer as unhas com as cenas de ação. O filme tem tudo na medida certa, exceto a participação de Scarlett Johansson que deveria ser maior. Na verdade, deveria ter um filme só dela. (suspiro…)

Baseado nos quadrinhos

6 – Kick Ass – Quebrando Tudo – Abusando da violência e dos palavrões, outro filme baseado em uma HQ de sucesso chega aos cinemas. E o filme realmente chega quebrando tudo e surpreendendo pelo realismo das cenas (ok, algumas são forçadas!) e pela fidelidade da adaptação. Sem contar que apresenta uma premissa interessante: o que aconteceria se um ser humano comum vestisse um traje colante e saísse pela cidade combatendo o crime? Nem precisa viver no Morro do Alemão pra saber a resposta…

Não tire os olhos da tela

5 – A Origem – O que esperar de um filme dirigido pela mesma mente que nos presenteou com Batman – O Cavaleiro das Trevas? Uma obra-prima, com certeza. A Origem é isso e muito mais. Um roteiro denso, inteligente e cheio de reviravoltas que deixa confuso quem não prestar atenção em cada segundo do filme. Talvez esse seja o seu maior mérito e também o seu maior defeito. Filmes que possuem um roteiro não linear, cheios de vai e volta, costumam ser confusos para uma parte do público. Por isso mesmo ele está na quinta posição, exatamente no meio do ranking. Mas, sem dúvida, é um filme que merece ser visto e revisto. Só esperamos que não inventem de criar A Origem 2 e fazer como fizeram com Matrix, estragando o que estava perfeito.

O vilão é o herói (ou não?)

4 – Megamente – Uma paródia aos heróis das histórias em quadrinhos com o vilão no papel principal. A animação garante momentos hilariantes, com diversas referências às HQs e as personificações desses heróis no cinema num verdadeiro exercício de metalinguagem. Imperdível!

Resgatando memórias

3 – Toy Story 3 – Outra animação? Sim, e por vários motivos. Primeiro porque é da Pixar. Segundo, porque é Toy Story. Terceiro, porque as animações estão se tornando cada vez melhores e mais bem produzidas com a tecnologia de terceira dimensão (aqui não quero dizer sobre os óculos que fazem os personagens saltar da tela, mas sim o realismo dos desenhos computadorizados que transformam o desenho quase em realidade). Na última aventura do cowboy Woody, seu amigo astronauta Buzz e toda uma galeria de brinquedos clássicos que nos fazem voltar à infância, há momentos para rir, para torcer e até mesmo para chorar. Sim, porque Toy Story 3 faz chorar até o coração mais resistente – exatamente porque resgata memórias de um tempo feliz. Medalha de bonze.

Vai um chazinho aí?

2 – Alice no País das Maravilhas – O nome de Tim Burton já é suficiente para garantir um bom trabalho. Mas quando ele pega um clássico da literatura e dá uma roupagem nova, totalmente no seu estilo dark, repleta de efeitos especiais de primeira categoria e interpretações magistrais de um elenco escolhido a dedo, o resultado só poderia ser um dos melhores filmes do ano. O destaque vai para a a megera-rouba-cena Rainha de Copas (no filme chamada de Rainha Vermelha) e, claro, o indispensável Johnny Depp, no papel Chapeleiro Maluco. Medalha de Prata

Agradável e despretensiosa surpresa

1 – Scott Pilgrim contra o Mundo – And the Oscar goes to… Scott Pilgrim! Um marco da cultura nerd cinematográfica, Scott Pilgrim é um filme despretensioso, baseado numa HQ de relativo sucesso, mas que consegue ser engraçado e totalmente… videogame! As duas horas de filme dão a impressão de que o espectador está dentro de um console, jogando com os personagens. A última vez que tivemos essa sensação foi em 1982, com o clássico Tron (que, por sinal, também ganhou uma nova versão e que não entrou nessa lista porque o filme estreia hoje e ainda não fomos assisti-lo). A diferença é que Tron era uma aventura de ficção científica séria e nada divertida. Scott Pilgrim, não. Do início ao fim, o filme é uma bobagem só (no bom sentido) e o espectador percebe que está ali para se distrair e não para pensar. Em tempos em que se exige realismo em tudo, Scott Pilgrim vem jogar um balde de água fria nos filósofos de plantão e mostrar que cinema também foi feito para não ser levado a sério.

Bomba do Ano

Volta pro mar, oferenda!

No meio de tanta coisa boa, também tivemos, claro, filmes medianos (caso de Harry Potter, Como Treinar seu Dragão, O Último Mestre do Ar, Astroboy, A Hora do Pesadelo…) e filmes-bomba: aqueles que você sai do cinema com a sensação de “O que foi que eu vim fazer aqui, meu Deus?” Fiquei com esta sensação ao ver Piranha 3-D. Remake de um clássico trash dos anos 80 que resultou num trash nada clássico dos anos 00. Confesso que fui atraído pela ideia de ver os simpáticos peixinhos dentuços atacando nadadores despreocupados em 3-D, mas jamais iria imaginar que o filme só serviria para desfilar corpos sarados e nus pela tela e um roteiro que conta a história de nada vezes nada. A situação é tão indigesta (com o perdão do trocadilho) que até um pênis flutuando na água arrancado por uma piranha somos obrigados a ver. Decididamente, seria melhor que as piranhas continuassem enterradas no seu túmulo pré-histórico. E vem aí Piranha 3-D 2. Ninguém merece!

Também não poderia faltar nessa lista Tropa de Elite 2, filme que fiz questão de não ver, pois já tinha absorvido doses suficientes de violência, miséria e palavreado chulo por centímetro quadrado de película na primeira versão. Por que, então, o filme fez tanto sucesso? Porque é um reflexo da mentalidade do brasileiro, que A-D-O-R-A ver sangue jorrando e posa de bom samaritano pedindo paz quando o Rio de Janeiro explode em guerra. Pode-se esperar algo de bom quando o símbolo dos “heróis” é uma caveira com uma faca enterrada e dois revólveres cruzados? Se os mocinhos são assim, imagine os bandidos… Filmes com a “realidade crua” das ruas, da polícia, da criminalidade, do tráfico e afins eu dispenso. Para isso, basta ligar o noticiário. De graça.

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