Filme Cutch Cutch

Fim de semana é sinônimo de estreias no cinema e, na última sexta, chegou às salas brasileiras a animação A Lenda dos Guardiões, baseado na série de livros Guardians of Ga’Hoole, da escritora americana Kathryn Lasky. O filme condensa os três primeiros volumes: The Capture, The Journey e The Rescue e foi produzido pelo mesmo estúdio que fez Happy Feet, o Pinguim.

Momento Família… Ei, tem uma cobra ali!

Portanto, os espectadores podem esperar muita fofura dos personagens, um grupo de corujas que, de repente, se vê envolvido numa guerra com outro grupo que chama a si mesmo de “Os Puros” e captura corujas órfãs para transformá-las em soldados a fim de dominar as outras espécies. Um desses capturados é Soren, uma coruja jovem e idealista, que foge para encontrar o herói das lendas contadas por seu pai e libertar o reino da opressão do temível Bico de Ferro. No caminho, ele conhece outras corujas que o acompanham na jornada: Gylfie, Digger, Crepúsculo e Ezylrib, o mentor do grupo.

Adivinhe quem chegou para salvar a pátria

O filme tem alguns elementos que são bastante confusos para adultos, quanto mais para crianças. A constante menção à moela de Soren, que ele precisava “ouvir” para derrotar os inimigos, só foi plenamente entendida depois de uma busca pelo Google: a moela faz parte final do aparelho digestivo das corujas, onde o alimento é triturado. Logo, é uma menção à força interior. Ok, isso fica claro no decorrer do filme, mas o porquê da moela e não do coração, por exemplo, é que deixou a dúvida.

o olho do mal (e o reflexo do bem)

A pretensão do roteirista John Orloff de fazer um “Senhor dos Anéis para crianças” pode explicar os defeitos no roteiro. Afinal, o Senhor dos Anéis é um filme denso demais para o público infantil e, mesmo adaptado com bichinhos fofinhos (até a cobra é boazinha), não deixa de soar megalomaníaco. No entanto, a produção tem todos os elementos de uma aventura épica, com grandes batalhas (algumas até violentas e realistas demais para um filme dito como infantil), armaduras, exaltação da amizade, busca da fé para superar as dificuldades e a eterna luta entre o bem e o mal, aqui simbolizada entre Soren e seu irmão Kludd, corrompido pelo poder e pela inveja.

Bico de Ferro e Kludd: o mal encarnado, ou melhor, empenado.

De qualquer forma, A Lenda dos Guardiões é um filme mediano, que merece ser visto sem a intenção de assistir um clássico da Disney. Dificilmente irá arrebatar multidões ao cinema – lançado no mesmo fim de semana de Tropa de Elite 2, tem um motivo a mais para passar despercebido – mas é uma opção divertida. Torna-se ainda melhor com a exibição do trailer do filme do Zé Colmeia e do novo curta metragem do Papa-Léguas, feito por computador, com direito a muitas explosões, quedas e a sempre presente fábrica de engenhocas Acme. Em resumo: antes de começar o filme, a diversão já está garantida. O filme fica apenas como complemento.

Nota 5

Ownnnnnnnnn…

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1 comentário

  1. KKKKKk muiiiiito Cut cuttt mesmo, adorei, sabe que sou fã destes bichinhos humanizados… muito bem lembrado que parece o senhor dos anéis… mas gostaria de saber mais sobre as “moelas” e suas sensações…
    Abração… e quando será nosso proximo encontro cinematográfico, já que um não convidou o outro pra esta estréia??? humpffff…

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