Tenha medo!

Filmes de terror sempre tiveram um público bastante cativo. Por algum tipo de prazer mórbido inexplicável, as pessoas gostam de histórias que mexem com o sobrenatural, talvez pelo fato de muitas coisas no mundo não ter uma explicação lógica e tais filmes sejam uma forma do subconsciente liberar esses conceitos. Como esse site tem o objetivo de falar sobre cinema e não sobre psicologia, deixemos as explicações para os seguidores de Freud.

Quem tem medo dessa máscara?

Ao longo dos anos, o cinema de horror deixou de causar medo nas pessoas graças a algumas franquias de sucesso que converteram os monstros antes aterrorizantes em comédias mascaradas. Filmes como A Hora do Pesadelo, Sexta-Feira 13, Brinquedo Assassino, Pânico e criaram um novo gênero cinematográfico, o “terrir”, que abusa dos clichês em situações que beiram o ridículo e provocam mais gargalhada do que medo.

Cuidado com a Samara!

Isso mudou nos últimos anos com o advento das produções orientais. Filmes como O Grito, O Chamado, Espíritos: A Morte está ao seu lado e outros com japonesas de cabelos desgrenhados sobre o rosto resgataram o clima tenso de suspense e sustos quando menos se espera que vem sendo copiado por outros países, especialmente os Estados Unidos.

Outro filme que também causou uma revolução no gênero foi uma produção americana de baixíssimo orçamento lançado em 1999. Filmado em linguagem de documentário, A Bruxa de Blair conta a história de alguns estudantes que se embrenham numa floresta para provar a existência da lenda de uma bruxa e que desaparecem misteriosamente. A única pista está nas fitas de vídeo com a gravação de tudo que aconteceu com eles enquanto se aventuravam pelo meio do mato.

Espanhol *REC já ganhou continuação

A narração em primeira pessoa, com o cinegrafista sendo um personagem e a câmera balançando, também fez escola e gerou outras produções. O espanhol [*REC] é uma desses “filhos” e uma grata surpresa. O filme realmente provoca medo e já gerou uma continuação tão aterrorizante quanto o primeiro (ainda não vimos o segundo filme, mas pelo trailer dá pra ver que o clima tenso foi mantido).

Acordem-me quando terminar

Atividade Paranormal tenta fazer a cópia da cópia e o resultado é catastrófico: uma história até interessante, mas um filme sem ritmo, entediante e sonolento, cujo único susto acontece na última cena. Ou seja, comece a assistir de trás pra frente.

A nova produção do gênero, que chega aos cinemas brasileiros no dia 29 de outubro, veio diretamente do Uruguai e tem causado burburinho por onde já foi exibido. A Casa Muda renova o estilo de câmera primeira pessoa ao utilizar uma única tomada, sem cortes – o chamado one single shot. Ou seja, a história acontece em tempo real e os 79 minutos de filme serão vistos em um fôlego só. Algo que a TV já tentou fazer com a série 24 horas, mas o “tempo real” apresenta várias histórias paralelas e simultâneas.

Poster de "A Casa Muda"

A história é (supostamente) baseada em fatos reais, acontecidos no ano de 1944, numa fazenda onde foram encontrados os corpos de dois homens torturados barbaramente e as únicas pistas para resolver o caso são as fotografias deixadas no local. O filme foi todo produzido em apenas quatro dias, custou míseros 6 mil dólares e chamou a atenção dos jurados de Cannes, que o escolheu para participar da Quinzena dos Produtores na cidade francesa.

O diretor Gustavo Hernández afirma que fez o filme de forma experimental e a técnica utilizada foi exclusivamente para adaptar a produção à limitação orçamentária. O produto final, no entanto, apesar da precariedade, convenceu os críticos e a obra chega às telonas. Se será bom ou não, só vamos saber em outubro. O trailer, no entanto, já dá uma prévia de que alguns sustos estão reservados. Achou a história parecida com A Bruxa de Blair? Pois é… até no cinema, a premissa de que nada se cria, tudo se copia também é válida.

Terror real em tempo real. Será?

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