O rei da mídia pop

Ontem comemoramos (se é que se pode dizer assim) o primeiro aniversário da morte de um dos maiores astros que o planeta já conheceu: Michael Jackson. Não tenho medo de exagerar nos adjetivos, porque baseio-me em todo o trabalho realizado pelo cantor, que não se limitou à música, ao jeito peculiar e único de dançar, ao estilo inconfundível da voz e ao frisson que causava a cada novo álbum lançado. Não, Michael não foi um artista de uma mídia só. Ele estava presente em todas elas: Música, TV, Cinema, Quadrinhos, Internet.

Filme clássico

Alguém se lembra?

Para fugir um pouco do lugar comum, de flashbacks da carreira do cantor, eleição de suas melhores músicas, números de álbuns e outras coisas que os leitores já estão cansados de ver, resolvemos fazer diferente e relembrar algumas aparições do Rei do Pop que pouca gente sabe ou se lembra delas. A primeira delas é no cinema. Você certamente lembra de Moonwalker, certo? Certo… mas 10 anos antes de Moonwalker, Michael participou da versão de um dos maiores clássicos da literatura: fez o papel de Espantalho no filme O Feiticeiro (The Wiz, 1978), músical baseado em “O Mágico de Oz”. Diana Ross e Richard Pryor também abrilhantaram o elenco do longa.

Adivinhe onde está Michael...

Vai um thriller aí?

Em 1997, Michael protagonizou outro filme cujo roteiro foi coescrito pelo mestre do terror Stephen King. O filme é de média metragem (possui apenas 45 minutos) e mostra o astro como um maestro que vive sozinho em uma mansão de aparência assustadora e entretém as crianças fazendo truques de mágica aterrorizantes. Os pais se reúnem e fazem de tudo para expulsá-lo do local, mas as crianças dizem que ele nunca fez nada de errado. Seria uma resposta às constantes denúncias de que o popstar molestava os menores?

Agent M: "Esta mensagem se autodestruirá em 30 segundos"

É o agente ou o ET?

Em 2002, fez ainda uma ponta no filme Homens de Preto II, como o Agente M. Seu visual já estava tão andrógino que ele poderia, facilmente passar por um dos ETs do filme. No campo da animação, Michael ganhou uma versão em desenho animado nos distantes anos 70, na época em que ainda era criança e fazia sucesso com o Jackson Five. O desenho foi ao ar de 1971 a 1973 e teve duas temporadas, uma com 17 episódios e a segunda, com o título de “The New Jackson 5ive Show”, com apenas seis. O design dos cinco irmãos (Jackie, Tito, Jermaine, Marlon e Michael) ficou a cargo de Paul Coker, que à época era desenhista da revista Mad.

Cabelos black power e calça boca de sino

Jackson 5ive narrava as aventuras do grupo musical, no qual Michael era o destaque, semrpe metendo a si mesmo e seus irmãos em enrascadas. O clima era de comédia, com direito a risadas pré-gravadas, e clips pra lá de psicodélicos, bem ao estilo dos anos 70. Além dos cinco irmãos, também fazia parte dos desenhos e empresário Berry Gordy e os “bichinhos de estimação” de Michael: os ratinhos Ray e Charles e a cobra cor-de-rosa Rosie. Diana Ross também aparecia em alguns episódios.

Simpsons: Mão naquilo e o gritinho: UHHHHHHH!

Os Simpsons, com sua tradição de homenagear vários artistas do mundo inteiro, também não poderiam deixar de citar o Rei do Pop. Mais do que várias citações, Michael participou de um episódio específico, no primeiro episódio da terceira temporada (1991), em que dublou o personagem Leon Kompowsky, um sujeito no hospício que jura ser Michael Jackson e se torna amigo de Homer. Em uma das cenas, ele o ensina a dançar Billie Jean. Por razões contratuais, Michael foi creditado na dublagem com John Jay Smith.

Capa de Thriller também foi destaque

Há um outro episódio na 12ª temporada em que Michael é homenageado. É o episódio 7, entitulado “The Grat Money Caper” (Os dois golpistas) em que aparece com seu visual “Thriller”, atado a quatro marionetes e Homer não sabe distinguir quem é o verdadeiro. O astro retribuiu as homenagens e o clip de Black or White termina com a participação especialíssima de Bart e Homer.

Lilliput ou Neverland?

Até os quadrinhos já tiveram Michael Jackson como personagem. Em 1991, a revista “Rock’N’Roll Comics”, publicação que, a cada edição, lançava um nome da música em versão HQ (não autorizada, é bom que se diga), teve Michael estrelando a edição 36. A história, escrita por Jay Allen Sanford e desenhada por Chas Gillen, trazia o astro personificando Gulliver. Nada mais apropriado para alguém que adorava histórias fantásticas e surreais.

Homenagem de Mauricio de Sousa

Isso, claro, sem mencionar os quadrinhos brasileiros de Mauricio de Sousa, que mais de uma vez, usou o cantor em suas historias. No ano passado, para homenagear o astro morto, Mauricio lançou a edição especial “Maico Jeca”, com a republicação dessas histórias e uma inédita da turma do Penadinho.

É por isso que Michael Jackson é um artista inigualável e eterno. Mesmo com tantos distúrbios psicológicos, fruto de uma infância problemática, ninguém pode negar que sua contribuição ao mundo pop foi muito mais positiva do que negativa. Acostumados a potencializar o que as estrelas têm de negativo a fim de vender mais jornais e revistas, a imprensa muitas vezes se esquece de olhar o lado bom de alguém que só queria ser feliz, ao seu modo. Felizmente, o público soube dar o merecido reconhecimento a um jovem que sempre teve um futuro brilhante. Obrigado, Michael! Que sua mensagem de paz possa atravessar as gerações para que possamos fazer desse mundo um lugar melhor.

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