A Copa dos Quadrinhos

Hoje começa a Copa do Mundo e, como não poderia deixar de ser, nosso blox (com X mesmo, porque o X é nossa marca registrada) também entra no clima do campeonato mundial relembrando alguns personagens que estão diretamente envolvidos com o futebol.

Futebol em quadrinhos

O primeiro deles é Dico, o artilheiro, personagem criado pelos argentinos José Luis Salinas e Alfredo Grassi. O jogador teve uma revista em quadrinhos publicada pela RGE (Rio Gráfica e Editora, atual Editora Globo) de 1975 a 1980, com periodicidade indefinida e que durou 17 edições e um almanaque. A revista era em preto e branco e mostrava o personagem envolvido com casos policiais entre um jogo e outro. Coincidentemente (ou não), Dico também é o apelido de infância de um certo Edison Arantes do Nascimento, mais conhecido como Pelé.

é uma homenagem, entende?

Genuinamente brasileiro

Já que mencionamos o Rei do Futebol, como não falar de Pelezinho, a homenagem de Mauricio de Sousa ao Atleta do Século, lançado em 1977? O cartunista vem planejando há algum tempo revitalizar o personagem, o que seria muito bom, pois poderíamos matar a saudade do Frangão, Bonga, Samira e, claro, do próprio Pelezinho. Enquanto isso não acontece, os fãs de futebol podem acompanhar as aventuras de outro ícone do futebol, Ronaldinho Gaúcho, também “quadrinizado” por Mauricio e com uma revista mensal nas bancas pela Panini.

Novo Universo Marvel não marcou gol

Como grandes poderes trazem grandes esportistas, também existem super-heróis atletas. A diferença é que os heróis não jogam o nosso futebol, mas sim a versão americana do jogo. No ano em que comemorou o seu jubileu de prata (1986), a Marvel lançou um “novo universo” e o evento branco que deu poderes aos novos heróis também incluiu um time de futebol chamado “Os Torpedos” (Kickers, Inc. no original). Os Torpedos eram formados por Jack Magniconte (Sr. Magnífico), Darlene Magniconte (sua esposa), Dallas Corbin (Prosa), Thomas Smythe (Kamikaze) e Beau Wohl (Massa), sendo que o Sr. Magnífico adquiriu superforça graças a uma alteração genética causada pelo Evento Branco combinado com a exposição a um equipamento desenvolvido por seu irmão. As histórias giravam em torno de jogos e espionagem. A publicação durou 12 edições e naufragou juntamente com a ideia do Novo Universo.

Olha quem está no topo da capa

Edição especial

Em 1991, a Marvel tentou novamente associar o futebol a super-heróis e criou , em parceria com a NFL, liga americana de futebol, o título SuperPro. Criada por Fabian Nicieza, a série contava a história de um ex-jogador de futebol que se tornou jornalista esportivo e, ao inalar a fumaça de um incêndio em uma coleção de itens da NFL, combinada com produtos químidos, adquiriu superpoderes e decidiu combater o crime fantasiado de jogador de futebol. Parece brincadeira, mas não é. O herói teve até um encontro com um certo aracnídeo no número 1 da revista, chamariz usado com certa frequência pela editora para atrair a atenção dos leitores. Quer aumentar as vendas? Coloque o Homem-Aranha na capa! A estratégia nem sempre dá muito certo, pois SuperPro durou apenas 12 números.

Aventura comovente

Falando nele, uma aventura publicada em Amazing Spider-Man 153 (fev/1976) traz o futebol como pano de fundo. Em “Os mais longos 100 metros”, o Aranha não enfrenta nenhum supervilão, mas ajuda um ex-jogador fracassado a recuperar sua filha sequestrada por um criminoso comum. O final comovente mostra porque o Aranha é um dos personagens mais humanos e queridos da Marvel. Vale a leitura.

Por fim, uma história especial criada no Brasil pela Cromy – editora de figurinhas que lançou o álbum Super Powers em 1988 com os personagens DC – usava imagens clássicas dos heróis para montar um jogo de futebol entre heróis e vilões. Uma ideia divertida que juntou duas manias infantis: a coleção de figurinhas e o futebol. Confira abaixo a história completa em tamanho gigante.

Futebol, super-heróis e figurinhas

Como dá pra perceber, seja nos quadrinhos ou nos estádios, o futebol é um esporte que mexe com a emoção. E, neste período de Copa do Mundo, emoção é o que não vai faltar na torcida pela nossa Seleção. Ao hexa, Brasil!

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